Cessar-fogo sob questionamento
A recente extensão da trégua entre Israel e o Líbano, anunciada pelo governo dos Estados Unidos, enfrenta resistência direta do Hezbollah. O parlamentar Ali Fayyad declarou que qualquer acordo de cessar-fogo torna-se “sem sentido” diante da continuidade das operações militares israelenses em território libanês.
A manifestação de Fayyad representa a primeira reação oficial do grupo após o anúncio feito pelo presidente Donald Trump na quinta-feira (23). O parlamentar reiterou que o Hezbollah mantém o que classifica como direito de resposta contra ataques realizados por forças israelenses.
Extensão da trégua e diplomacia
O anúncio de Trump prevê a manutenção do cessar-fogo por um período adicional de três semanas, após a expiração da trégua inicial de dez dias, prevista para este domingo (26). A decisão foi comunicada após reuniões de alto nível realizadas na Casa Branca com representantes de ambos os países.
Apesar do esforço diplomático, o cenário permanece instável. O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, expressou ceticismo quanto à eficácia do pacto. Segundo o diplomata, a falta de controle absoluto do governo libanês sobre as ações do Hezbollah no sul do país coloca a integridade do acordo em risco constante.
Contexto de hostilidades e impacto humanitário
O conflito atual intensificou-se no início de março, quando o cessar-fogo estabelecido em novembro de 2024 foi rompido. A escalada teve origem após o lançamento de drones contra Tel Aviv, uma retaliação do grupo a uma operação conjunta entre Israel e Estados Unidos em Teerã, iniciada em 28 de fevereiro.
Desde então, as forças israelenses ampliaram suas operações, realizando ataques aéreos e incursões terrestres que atingiram diversas regiões do Líbano, incluindo a capital, Beirute. De acordo com informações do Ministério da Saúde local, a ofensiva já resultou em 2,9 mil mortes e deixou 7,5 mil pessoas feridas.
Fonte: sbtnews.sbt.com.br