O governo do Pará, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), oficializou o lançamento de uma chamada pública voltada à permanência de pesquisadores doutores no estado. A iniciativa integra o Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil – Conhecimento Brasil (Profix-CB), uma estratégia nacional que visa fortalecer a infraestrutura científica e tecnológica em áreas consideradas vitais para o desenvolvimento regional e nacional.
Estratégia de fixação e investimento em ciência
O projeto conta com um aporte financeiro robusto de aproximadamente R$ 35,8 milhões. Este montante engloba o investimento estadual, com uma contrapartida de R$ 7 milhões da Fapespa, destinada especificamente ao suporte de projetos de pesquisa. A medida é vista como um pilar fundamental para a retenção de cérebros na região amazônica, combatendo a fuga de talentos e incentivando a produção de conhecimento local.
A estrutura do programa prevê a concessão de 105 bolsas, divididas entre 35 bolsas da categoria Conhecimento Brasil (CB-1), 35 para mestrado e 35 para doutorado. Segundo o diretor científico da Fapespa, Deyvison Medrado, a ação transcende o auxílio financeiro, funcionando como uma política de Estado para consolidar grupos de pesquisa e ampliar a capacidade de inovação frente aos desafios sustentáveis da Amazônia.
Integração acadêmica e áreas prioritárias
O Profix-CB estabelece uma dinâmica de trabalho colaborativo, onde os doutores selecionados atuarão diretamente com estudantes de pós-graduação. Essa integração visa não apenas o fortalecimento dos cursos de mestrado e doutorado, mas também a criação de redes de pesquisa capazes de gerar soluções práticas para problemas regionais.
As linhas de pesquisa contempladas pela chamada pública são diversas e estratégicas. Entre os temas prioritários estão a biodiversidade, a biotecnologia, a bioeconomia, as mudanças climáticas, a saúde, a segurança alimentar, a energia e a inovação produtiva. O objetivo é que o conhecimento gerado tenha impactos sociais, econômicos e ambientais concretos para o estado.
Cooperação entre esferas governamentais
A viabilização do programa é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fapespa, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Essa articulação entre os governos federal e estadual permite uma execução descentralizada dos recursos, adaptando as ações às necessidades específicas do território paraense.
O CNPq contribui com um aporte de R$ 21.840.000,00 para as bolsas CB-1, com valores mensais de R$ 13.000,00 por um período de 48 meses. Paralelamente, a Capes destina R$ 6.972.000,00 para as bolsas de mestrado e doutorado. Para mais detalhes sobre os requisitos e prazos, os interessados podem consultar o edital oficial da Fapespa.
Fonte: carajasojornal.com.br