PUBLICIDADE

Ciro Gomes detalha recusa a convite do PSDB e projeta colapso fiscal no país

ano”, com as contas no limite “máximo” de arrecadação e a carga tributária fora
Reprodução Abril

O político Ciro Gomes, pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, declinou em maio de um convite da direção tucana para concorrer à Presidência da República. Esta seria sua quinta disputa pelo cargo, após tentativas em 1998, 2002, 2018 e 2022. Em uma entrevista, ele compartilhou os motivos por trás de sua decisão, expressando um profundo pessimismo em relação ao cenário econômico e político do Brasil.

Segundo Ciro Gomes, a proposta do partido, se tivesse sido feita alguns meses antes, teria encontrado ressonância com um antigo sonho seu. No entanto, a conjuntura atual o levou a uma conclusão desanimadora sobre a capacidade de reverter os problemas do país, um sentimento que ele não nutria em eleições anteriores.

Um sonho antigo e a preservação republicana

Ciro Gomes rememorou sua trajetória política e pessoal, destacando o tempo dedicado a estudos nos Estados Unidos após sua passagem pelo Ministério da Fazenda, na reta final do governo Itamar Franco. Naquela época, ele buscava uma preparação aprofundada para a Presidência da República, um objetivo que o acompanhou por quase três décadas.

Ele enfatizou sua postura de preservação republicana, mencionando que abriu mão de aposentadorias especiais a que teria direito como ex-prefeito, ex-deputado e ex-governador. Essa declaração reforça sua imagem de um político que se manteve distante de privilégios financeiros, apesar de sua longa carreira pública.

Análise crítica da situação econômica brasileira

A principal razão para a recusa de Ciro Gomes reside em sua avaliação sombria da economia nacional. Ele descreve uma dívida pública federal em crescimento acelerado, com um aumento anual significativo. As contas do país, em sua análise, atingiram o limite máximo de arrecadação, enquanto a carga tributária é considerada excessiva e os investimentos estão em um patamar mínimo.

Para o político, a situação é tão grave que ele não vê mais “jeito” para o problema do país, uma mudança significativa em sua perspectiva em comparação com a eleição de 2022. Essa visão pessimista se baseia em indicadores como a dívida pública, o baixo crescimento do PIB e a inflação.

Críticas às administrações recentes e o iminente colapso fiscal

Ciro Gomes não poupa críticas às administrações recentes, incluindo os governos de Jair Bolsonaro (2019-2022) e a atual gestão do presidente Lula. Ele argumenta que, “tirando a estética”, ambos os governos são “rigorosamente a mesma coisa”, adotando políticas econômicas semelhantes.

Entre as políticas criticadas, ele lista o câmbio flutuante, o superávit primário, a meta de inflação, a autonomia do Banco Central, a política de paridade de preços internacionais da Petrobras, a reforma da Previdência e privatizações. Essa continuidade, em sua visão, contribui para a deterioração da economia.

O político alerta para um “colapso fiscal” iminente, impulsionado pela combinação de uma dívida elevada com vencimento de curto prazo, crescimento econômico pífio, inflação prestes a disparar e um grande número de pessoas endividadas. Ele lamenta que, diante de um Estado “quebrando”, o debate público se concentre em questões menos urgentes. Ciro profetiza uma “destruição permanente” para o país, que resultará em uma “nova ordem” sobre os “destroços” existentes. Acesse mais informações sobre a trajetória de Ciro Gomes.

Fonte: veja.abril.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE