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Classificação terrorista de PCC e CV pelos EUA é celebrada por Eduardo Bolsonaro

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro expressou publicamente seu agradecimento ao governo dos Estados Unidos pela recente decisão de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas. A medida, que confere um novo status a esses grupos no cenário internacional, foi recebida com entusiasmo pelo político brasileiro, que vê nela um reforço significativo no combate ao crime organizado transnacional.

A classificação gerou um debate intenso, com especialistas alertando para possíveis consequências negativas na cooperação policial entre os dois países. No entanto, a perspectiva de um combate mais rigoroso, similar ao empregado contra figuras como Osama Bin Laden, é vista por apoiadores como um avanço crucial na luta contra o narcotráfico e a violência associada a essas facções.

Eduardo Bolsonaro celebra a nova classificação terrorista

Em um vídeo divulgado em suas redes sociais em 28 de maio de 2026, Eduardo Bolsonaro manifestou gratidão ao secretário de Estado e ao vice-presidente dos Estados Unidos, Marco Rubio e J.D. Vance, respectivamente. Ele celebrou a decisão norte-americana, enfatizando que a nova designação permitirá um combate mais eficaz e intenso contra o PCC e o CV.

O ex-deputado destacou que qualquer atividade dessas facções fora do território brasileiro enfrentará uma resposta robusta. Segundo ele, o combate não se limitará apenas à DEA (agência norte-americana de combate às drogas), mas também envolverá as Forças Armadas americanas, equiparando a estratégia àquela utilizada contra terroristas de alto perfil.

Implicações da designação de narcoterroristas

A classificação de grupos como narcoterroristas pelos Estados Unidos confere às autoridades americanas amplos poderes para combater suas operações globalmente. Isso inclui a possibilidade de congelamento de ativos, restrições de viagem e o uso de recursos militares em operações fora do país, visando desmantelar redes de financiamento e logística.

Para o PCC e o CV, que expandiram suas operações para além das fronteiras brasileiras, atuando em rotas de tráfico de drogas e armas na América do Sul e em outras regiões, essa classificação representa uma ameaça significativa. A expectativa é que a medida dificulte a movimentação de seus membros e recursos, impactando diretamente sua capacidade operacional internacional.

Alertas de especialistas e o impacto na cooperação bilateral

Apesar do otimismo de Eduardo Bolsonaro, a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como narcoterroristas não é unânime entre os especialistas em segurança e combate ao crime organizado. O promotor Lincoln Gakiya, com décadas de experiência na luta contra essas facções, expressou temores sobre os possíveis efeitos negativos para o Brasil.

Em entrevista a VEJA, Gakiya alertou que a adoção de tal medida poderia prejudicar a cooperação policial entre os dois países, em vez de fortalecê-la. A preocupação reside na complexidade jurídica e operacional que a designação pode acarretar, potencialmente criando entraves burocráticos e desafios na troca de informações e na coordenação de ações conjuntas.

Bastidores da articulação diplomática

A decisão norte-americana de classificar as facções brasileiras como narcoterroristas ocorreu após uma visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao então presidente norte-americano Donald Trump. O encontro, que antecedeu o anúncio oficial, foi articulado por Eduardo Bolsonaro e por Paulo Figueiredo, um aliado da família e neto do ex-ditador João Figueiredo.

Essa articulação ressalta a influência política da família Bolsonaro na busca por apoio internacional para suas pautas de segurança. A iniciativa demonstra um esforço para elevar o perfil do combate ao crime organizado brasileiro no cenário global, buscando o engajamento de potências como os Estados Unidos para intensificar a pressão sobre esses grupos.

Acompanhe mais detalhes sobre as implicações dessa decisão e o cenário do combate ao crime organizado internacional em DEA.gov.

Fonte: veja.abril.com.br

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