Uma tragédia abalou a capital sul-coreana na última quinta-feira, 26 de maio, quando um viaduto com décadas de existência desabou parcialmente no distrito de Seodaemun, em Seul. O incidente resultou na morte de três pessoas e causou severas interrupções no tráfego ferroviário, próximo à principal estação da cidade. As autoridades locais já iniciaram um inquérito para determinar as causas exatas do colapso que chocou a metrópole.
O acidente, que ocorreu em meio a trabalhos de demolição e inspeção, levanta sérias questões sobre a segurança de infraestruturas envelhecidas e os protocolos de emergência em grandes centros urbanos. A resposta rápida das equipes de socorro foi crucial para gerenciar a situação inicial, mas o impacto no transporte e a investigação das causas prometem ser prolongados.
O colapso do viaduto em Seul: vítimas e o caos inicial
O acidente ocorreu por volta das 14h, hora local, durante uma inspeção de segurança na estrutura. Trabalhadores no local já haviam detectado uma subsidência de 2 centímetros e, preventivamente, haviam suspendido os trabalhos de construção. No entanto, detritos e grandes placas de betão cederam de forma abrupta, esmagando os operários que se encontravam na área inferior do viaduto.
Imagens aéreas e do solo capturaram a devastação, mostrando vigas de aço retorcidas penduradas sobre veículos danificados. A polícia agiu rapidamente para isolar as estradas circundantes na capital, garantindo a segurança e facilitando o trabalho das equipes de resgate.
Histórico da estrutura e preocupações de segurança
Construído em 1966, o viaduto era uma estrutura antiga que já estava sob processo de demolição desde agosto de 2025. A decisão de desmantelá-lo havia sido tomada devido a crescentes preocupações com a segurança, relacionadas ao envelhecimento natural de sua infraestrutura. A inspeção que precedeu o colapso fazia parte desse processo contínuo de avaliação e desativação da ponte.
Apesar dos esforços para monitorar a estrutura, a rapidez e a violência do desabamento pegaram as equipes de surpresa. O colapso levanta questões sobre os protocolos de segurança e a gestão de infraestruturas envelhecidas em grandes centros urbanos, especialmente em áreas de alta densidade como Seul.
Impacto no transporte e a resposta emergencial
Além das perdas humanas, o incidente teve um impacto significativo na logística da capital. Parte dos escombros do viaduto caiu sobre uma linha férrea adjacente, forçando a Korea Railroad Corp. a suspender temporariamente os serviços com destino à estação de Seul. Essa interrupção afetou milhares de passageiros e exigiu rotas alternativas para o transporte público.
Equipes de resgate, incluindo bombeiros e membros do Governo Metropolitano de Seul, foram mobilizadas imediatamente. Seu foco inicial foi garantir a segurança da área instável, realizar buscas por possíveis vítimas e avaliar a integridade da estrutura remanescente para prevenir novos desabamentos.
Investigação e futuro da área afetada
As autoridades sul-coreanas abriram uma investigação aprofundada para apurar as causas do colapso. O inquérito buscará entender se houve falhas nos procedimentos de inspeção, na avaliação da estrutura ou na execução dos trabalhos de demolição. A prioridade é garantir que incidentes semelhantes sejam prevenidos no futuro e que a responsabilidade seja devidamente atribuída.
Enquanto a investigação prossegue, as equipes continuam trabalhando para remover os escombros e estabilizar a área. A recuperação completa do local e a restauração do tráfego ferroviário e rodoviário exigirão um esforço coordenado e prolongado por parte das diversas agências envolvidas. Para mais informações sobre notícias internacionais, visite Euronews.