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Marcelo Tokarski identificou a recuperação de Flávio Bolsonaro como a principal novidade do levantamento. Segundo o CEO da Nexus, parte do eleitorado bolsonarista que havia se distanciado do candidato retornou ao seu apoio após a convenção nacional do PL e a repercussão do evento nas redes sociais.
Entre os episódios que contribuíram para essa mobilização, Tokarski mencionou um vídeo em que Jair Bolsonaro confirma a candidatura do filho, gerado com inteligência artificial e que gerou controvérsia, além da presença do presidente da Argentina na convenção. Tais acontecimentos, na visão do pesquisador, fortaleceram a candidatura de Flávio junto aos eleitores identificados com o ex-presidente.
No cenário de segundo turno, a pesquisa aponta Lula com 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Essa diferença também se encontra dentro da margem de erro, reiterando o empate técnico que tem sido uma constante na maior parte das rodadas históricas do levantamento.
A única exceção a esse equilíbrio ocorreu em meados de junho, quando Lula abriu uma vantagem superior à margem de erro, impulsionado pela repercussão de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Enquanto isso, os candidatos da chamada ‘terceira via’ continuam distantes dos líderes, com Ronaldo Caiado registrando 5%, Renan Santos 4% e Romeu Zema 3%. Tokarski avalia que este grupo permanece com baixo índice de intenções de voto, embora possa haver crescimento durante a campanha.
A oficialização das candidaturas, por meio das convenções, tende a elevar o tom da campanha, conforme a análise do CEO da Nexus. Flávio Bolsonaro, por exemplo, adotou uma postura mais alinhada à de Jair Bolsonaro após a convenção do PL, um movimento que, segundo Tokarski, contribuiu para mobilizar sua base eleitoral.
Do lado do PT, a expectativa é que Lula intensifique os ataques ao adversário, diante da redução de sua vantagem nas pesquisas. Durante a convenção petista, o presidente dedicou atenção especial a segmentos estratégicos, como mulheres e eleitores acima de 60 anos, públicos considerados decisivos para o desenrolar da campanha.
Para Marcelo Tokarski, o desafio fundamental agora é determinar se a reação de Flávio Bolsonaro representa uma recuperação pontual ou o início de uma nova fase na disputa presidencial. O comportamento do eleitorado nas próximas semanas será crucial para verificar se o candidato do PL conseguiu consolidar novamente sua base de apoio ou se o cenário de equilíbrio entre os dois principais concorrentes persistirá.
As próximas pesquisas serão essenciais para identificar se o movimento de alta se consolida em uma trajetória consistente de crescimento ou se o cenário eleitoral continuará marcado por oscilações naturais e a busca por cada ponto percentual.
Fonte: veja.abril.com.br
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