A corrida eleitoral para as duas cadeiras do Senado Federal que representam o Rio de Janeiro se mostra intensamente disputada, com um grupo de candidatos tecnicamente empatados na liderança. Uma recente pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data revela um cenário de grande indefinição, onde seis nomes se destacam na preferência do eleitorado, indicando uma batalha acirrada até o pleito. O levantamento, que ouviu 2.000 eleitores, apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, consolidando a percepção de um pleito imprevisível.
A particularidade desta eleição, onde cada eleitor pode votar em dois candidatos ao Senado, adiciona uma camada estratégica fundamental para as campanhas. As porcentagens divulgadas refletem uma média das intenções de primeiro e segundo voto, e a análise detalhada de cada cenário revela nuances importantes sobre a preferência do eleitorado fluminense.
Cenário de Empate Técnico na Liderança do Senado Fluminense
No topo da disputa, um empate numérico marca a liderança, com os deputados Benedita da Silva (PT) e Carlos Jordy (PL) registrando 15% das intenções de voto cada. Essa paridade reflete a polarização política nacional, com a candidata do Partido dos Trabalhadores alinhada ao presidente e o representante do Partido Liberal associado a uma figura de destaque da oposição. A proximidade entre os dois líderes demonstra a divisão do eleitorado e a força de diferentes correntes ideológicas no estado.
Logo em seguida, outros quatro nomes importantes também aparecem em situação de empate técnico, consolidando um grupo de seis candidatos com chances reais de conquistar uma das duas vagas. O ex-governador Marcelo Crivella (Republicanos) surge com 13% das intenções, seguido pelo deputado Pedro Paulo (PSD), que alcança 12%. Completam este grupo o senador Carlos Portinho (PL), com 10%, e a vereadora Monica Benicio (PSOL), que registra 9%. A presença de Monica Benicio, ex-mulher de Marielle Franco, parlamentar assassinada na capital do estado, adiciona um elemento de representatividade e debate social à corrida.
Dinâmica do Voto Duplo e Preferências do Eleitorado
A pesquisa do Real Time Big Data também explorou as intenções de voto separadamente para a primeira e segunda escolha dos eleitores, revelando como a dinâmica do voto duplo pode influenciar o resultado final. No cenário do primeiro voto, Benedita da Silva (PT) se destaca com 19%, seguida por Carlos Jordy (PL) e Marcelo Crivella (Republicanos), ambos com 15%. Pedro Paulo (PSD) aparece com 11%, enquanto Carlos Portinho (PL) e Monica Benicio (PSOL) registram 10% e 9%, respectivamente. Essa distribuição inicial sugere uma preferência mais consolidada para alguns nomes na primeira opção.
Já para o segundo voto, o panorama apresenta algumas alterações significativas. Carlos Jordy (PL) assume a liderança com 16% das intenções, seguido de perto por Pedro Paulo (PSD), que alcança 14%. Benedita da Silva (PT), Marcelo Crivella (Republicanos) e Carlos Portinho (PL) aparecem empatados com 10% cada, enquanto Monica Benicio (PSOL) mantém 9%. A variação entre o primeiro e o segundo voto indica que os eleitores podem estar diversificando suas escolhas, buscando complementar suas preferências ou apoiar candidatos de diferentes espectros políticos para as duas vagas disponíveis.
Metodologia e o Quadro Geral da Disputa
O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 12 de setembro, com os dados divulgados em 14 de setembro, e está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-03902/2026. A metodologia empregada busca capturar um retrato fiel da intenção de voto no momento da pesquisa, considerando as particularidades do processo eleitoral para o Senado.
Além dos seis principais nomes, a pesquisa também incluiu outros candidatos, como Waguinho (Republicanos) com 5%, Marcos Dias (Podemos) com 3%, e Helio Secco (Missão) com 2%. Candidatos como Ó Clemente (Democrata), Comandante Ribeiro Afonso (Democrata), Luciano Mattos (PRTB), Luiz Eugenio (PCO), Michelly Xavier (UP), Paula Falcão (PSTU) e Vinicius Benevides (UP) registraram percentuais menores, alguns sem atingir 1% das intenções. Os votos nulos/brancos e a parcela de eleitores que não souberam ou não responderam também foram contabilizados, refletindo a parcela de indecisos ou descontentes com as opções apresentadas.
Fonte: veja.abril.com.br