A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta terça-feira (7), esclarecimentos formais ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acerca de dois armamentos que não foram contabilizados pelo Exército durante o processo de recolhimento. A controvérsia surgiu após o Batalhão de Polícia do Exército informar à Corte que apenas seis das oito armas registradas em nome do ex-mandatário foram entregues à Polícia Federal.
Esclarecimentos sobre o paradeiro dos armamentos
De acordo com os advogados, a ausência dos itens no inventário entregue às autoridades possui justificativas documentadas. A espingarda da marca Maestro Arms, apontada como um presente recebido por Bolsonaro, permanece sob custódia em uma importadora localizada em Caxias do Sul, onde está armazenada desde a aquisição, sem nunca ter sido retirada do estabelecimento comercial.
Quanto à pistola Glock calibre 9 mm, a defesa esclareceu que o armamento foi apreendido durante uma operação de fiscalização realizada no mês passado. O equipamento estava em posse de um militar integrante da equipe de segurança do ex-presidente e encontra-se atualmente sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal. Os representantes legais sustentam que a divergência relatada pelo Exército refere-se exclusivamente a questões de numeração de série.
Determinações judiciais e o contexto legal
A ordem de recolhimento partiu do ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira (3), durante a renovação da prisão domiciliar do ex-presidente. O magistrado fundamentou a decisão no entendimento de que a posse de armamentos é incompatível com o cumprimento de pena privativa de liberdade. A medida abrange a apreensão de todas as dez armas registradas em nome de Bolsonaro, além da suspensão do porte e o cancelamento do registro de atirador e colecionador.
A Polícia Civil, em análise preliminar, não indiciou o ex-presidente em relação aos armamentos, classificando-os como legalizados. O caso ocorre em meio ao cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta a Bolsonaro no ano passado, em decorrência de sua participação na trama golpista. Mais informações podem ser acompanhadas através da Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br