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Destituição de Domingos Brazão do Tce-rj é oficializada após condenação por morte de Marielle

Caso Marielle - Domingos Brazão. Foto: ALERJ
Caso Marielle - Domingos Brazão. Foto: ALERJ

A trajetória de Domingos Brazão como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) chegou ao fim. A destituição do cargo foi formalizada nesta quarta-feira, marcando um desdobramento crucial no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crimes pelos quais Brazão foi condenado como mandante.

A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, é um cumprimento direto da decisão transitada em julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A perda do cargo tem efeito retroativo, valendo a partir do dia 9 deste mês, e reflete a gravidade das acusações e a conclusão do processo judicial que chocou o país.

Condenação e as implicações para Domingos Brazão

Domingos Brazão foi sentenciado a uma pena de 76 anos e 3 meses de prisão. A condenação, proferida pela Primeira Turma do STF, abrange não apenas os homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes, mas também a tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que estava no carro no momento do ataque.

A perda do cargo de conselheiro do TCE-RJ é uma consequência direta e significativa da condenação. O Tribunal de Contas é um órgão de fiscalização e controle, e a permanência de um membro condenado por crimes de tamanha repercussão seria incompatível com as funções de probidade e transparência esperadas da instituição.

O contexto do brutal assassinato de Marielle Franco

O crime que levou à condenação de Domingos Brazão ocorreu em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, na região central do Rio de Janeiro. Marielle Franco, uma vereadora em ascensão, e seu motorista, Anderson Gomes, foram brutalmente executados, em um caso que gerou comoção nacional e internacional, expondo profundas questões sobre a segurança pública e a atuação de grupos criminosos.

A investigação e o processo judicial foram longos e complexos, culminando na identificação e condenação de diversos envolvidos. A decisão do STF representa um marco na busca por justiça para as vítimas e seus familiares, após anos de incertezas e expectativas sobre a elucidação do caso.

Outros envolvidos e suas sentenças no caso Marielle

Além de Domingos Brazão, seu irmão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, também foi condenado a 76 anos e 3 meses de reclusão. Ambos foram acusados de participação em organização criminosa armada, dois homicídios qualificados e um homicídio qualificado tentado, evidenciando a complexidade e a premeditação dos atos.

Os ex-policiais Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, que dirigia o carro utilizado na emboscada, receberam penas de 78 anos, 9 meses e 30 dias, e 59 anos, 8 meses e 10 dias de prisão, respectivamente. Ronald Paulo Alves Pereira foi condenado a 56 anos por sua participação, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, a 18 anos por obstrução da Justiça e corrupção passiva, completando o quadro de condenações.

Próximos passos e a substituição no TCE-RJ

Com a destituição de Domingos Brazão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será responsável por comunicar a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) sobre a vacância do cargo. A ALERJ, por sua vez, terá a prerrogativa de indicar um novo conselheiro para preencher a vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Este processo de substituição é fundamental para a continuidade das atividades do TCE-RJ, garantindo que o órgão mantenha sua capacidade de fiscalização e controle sobre as contas públicas estaduais. A nomeação de um novo conselheiro seguirá os ritos legislativos e institucionais previstos para o preenchimento de tais posições de alta relevância.

Para mais informações sobre o caso e a atuação do STF, consulte a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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