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Ex-fuzileiro Robert Gilman é libertado pela Rússia após quatro anos de detenção

Ex-fuzileiro Robert Gilman é libertado pela Rússia após quatro anos de detenção
Marco Rubio/X

O ex-fuzileiro naval norte-americano Robert Gilman iniciou seu retorno aos Estados Unidos após passar mais de quatro anos sob custódia na Rússia. A libertação, confirmada por autoridades norte-americanas, marca o desfecho de um longo período de incertezas e preocupações sobre o estado de saúde do ex-militar, que enfrentou condições severas durante seu tempo de encarceramento.

O presidente Donald Trump declarou que a decisão de Vladimir Putin em liberar o cidadão norte-americano ocorreu por razões humanitárias. Segundo o governo dos Estados Unidos, não houve exigência de troca de prisioneiros para viabilizar o retorno de Gilman, que deve desembarcar na Base Aérea de Andrews, nas proximidades de Washington, na noite de terça-feira.

Contexto da detenção e agravamento da saúde

A trajetória de Robert Gilman na Rússia começou em 2022, quando foi detido após um incidente em um comboio na cidade de Voronej, ao sul de Moscovo. Inicialmente acusado de agredir um agente da polícia, ele recebeu uma sentença de quatro anos e meio, que foi posteriormente estendida para 10 anos sob alegações de agressão a funcionários prisionais.

A situação de saúde do ex-fuzileiro tornou-se um ponto crítico nas negociações diplomáticas. O senador Ed Markey, do Massachusetts, relatou que Gilman foi diagnosticado com um quadro de estupor dissociativo há cerca de 50 dias, apresentando estado catatônico e complicações graves decorrentes de uma pneumonia. Relatos indicam que ele esteve internado em uma ala psiquiátrica durante parte do período de reclusão.

Esforços diplomáticos e o papel do governo

O secretário de Estado Marco Rubio expressou gratidão pela colaboração russa, mediada pelo enviado especial Steve Witkoff, destacando que a libertação permitirá que o ex-militar receba o tratamento médico necessário em solo norte-americano. O governo enfatizou que este é um passo positivo, mas não encerra os esforços para a soltura de outros cidadãos detidos injustamente.

Em uma interação descontraída nas redes sociais, Donald Trump mencionou ter conversado com Gilman, revelando que o primeiro pedido do ex-fuzileiro ao retornar foi um hambúrguer. A administração reafirmou o compromisso de continuar pressionando pela liberação de outros norte-americanos, como Stephen Hubbard e o sargento-ajudante Gordon Black, que permanecem sob custódia russa.

Para mais detalhes sobre as relações diplomáticas e os desdobramentos deste caso, acompanhe as atualizações oficiais através da Euronews.

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