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Exercício excêntrico surge como alternativa eficiente para ganho de força

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Revisão defende que exercício excêntrico é seguro e eficaz para idosos /Foto: Freepik

A ciência por trás do movimento excêntrico

O exercício excêntrico é definido pela fase do movimento em que o músculo se alonga enquanto gera força. Em atividades comuns, como a descida de um halter na rosca bíceps ou o movimento de abaixar o corpo em um agachamento, essa contração ocorre de forma controlada. Embora historicamente associado à dor muscular de início tardio, o método é reconhecido por sua alta eficiência no crescimento muscular.

O tecido muscular consegue suportar cargas significativamente maiores durante a fase de alongamento do que na fase de encurtamento. Esse estímulo mecânico diferenciado sobre o tecido conjuntivo e muscular gera adaptações fisiológicas que superam as contrações concêntricas tradicionais. Uma revisão científica publicada no Journal of Sport and Health Science, assinada pelo pesquisador Kazunori Nosaka, defende que essa prática deve ser adotada como padrão de saúde e condicionamento físico.

Superando a dor e a fadiga excessiva

A preocupação com o desconforto pós-treino é um dos principais fatores que afastam praticantes da modalidade. No entanto, o autor da pesquisa esclarece que a dor não é um efeito inevitável. Através de uma progressão gradual de carga, o organismo desenvolve rapidamente uma proteção natural, fenômeno conhecido na literatura esportiva como efeito de carga repetida.

Estudos recentes demonstram que rotinas curtas, de apenas cinco minutos diários, são suficientes para gerar resultados expressivos. Em intervenções com exercícios simples, como flexão de parede e agachamento em cadeira, indivíduos sedentários apresentaram melhoras significativas em força, flexibilidade e bem-estar mental após oito semanas. A alta taxa de adesão, superior a 90%, reforça que o método é sustentável e menos exaustivo que os treinos convencionais.

Benefícios metabólicos e reabilitação

Os impactos positivos do treinamento excêntrico estendem-se para além do ganho de massa muscular. Pesquisas com mulheres idosas com obesidade revelaram que a prática regular de descida de escadas promoveu reduções mais acentuadas na pressão arterial sistólica e melhorias superiores na sensibilidade à insulina quando comparada à subida de escadas. O controle do colesterol LDL também foi mais eficaz entre as praticantes do protocolo excêntrico.

Outro aspecto relevante é o fenômeno da educação cruzada, onde o treinamento de um membro gera ganhos de força no membro oposto, mesmo sem estímulo direto. Essa característica torna a técnica uma ferramenta valiosa para processos de reabilitação e recuperação de lesões. Ao propor o exercício excêntrico como uma prática acessível, a ciência busca democratizar o acesso ao condicionamento físico, atendendo desde públicos idosos até atletas de alto rendimento.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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