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Fernanda Bolsonaro intensifica presença pública em campanha do marido e confronta histórico

Fernanda Bolsonaro intensifica presença pública em campanha do marido e confronta histórico
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A esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL), Fernanda Bolsonaro, emerge de um perfil discreto para assumir um papel central na estratégia de campanha do marido. Sua visibilidade crescente visa fortalecer a imagem do político, especialmente entre o eleitorado feminino, e mitigar eventuais crises de relacionamento, como as noticiadas com a madrasta, Michelle Bolsonaro. Esta nova fase de exposição contrasta com seu histórico de poucas aparições públicas, mas alinha-se a menções em investigações sobre os negócios do filho do ex-presidente.

Com a oficialização de Flávio como candidato, Fernanda passou a utilizar suas redes sociais, antes inativas, para publicações. Sua atuação é vista como um antídoto estratégico, preparando-a para defender o marido diante de possíveis vazamentos de informações comprometedoras. O discurso, conforme noticiado, abordará uma transformação pessoal de Flávio, apresentando-o como um homem convertido e aprimorado desde os tempos de supostos problemas conjugais.

A Nova Estratégia de Campanha e a Visibilidade Feminina

Em agendas específicas para mulheres, previstas para o senador após a convenção do PL, Fernanda será uma figura proeminente nos palanques. Ela estará ao lado de outras personalidades femininas, como a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, e a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP). Essa “caravana feminina” percorrerá o país, buscando engajar e conquistar o voto das eleitoras.

Antes de seu envolvimento ativo na campanha atual, a presença pública de Fernanda era notada principalmente em momentos delicados da trajetória política do marido. Sua figura ganhou destaque, sobretudo, durante as investigações sobre as “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ele exercia o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

O Envolvimento nas Investigações de ‘Rachadinhas’

Denunciada pelo Ministério Público, Fernanda foi citada em diversas etapas cruciais da ação penal. O processo, no entanto, foi arquivado sem que o mérito fosse analisado, devido a vitórias da defesa que questionaram aspectos técnicos do inquérito. O casal sempre negou qualquer irregularidade nas operações financeiras investigadas.

Na denúncia, os investigadores apontaram “pelo menos três métodos básicos” que justificaram a inclusão de Fernanda no esquema. Entre eles, destacavam-se pagamentos de despesas familiares realizados com dinheiro em espécie, depósitos considerados suspeitos em suas contas bancárias e transações imobiliárias que envolviam dinheiro vivo não declarado, supostamente oriundo de desvios da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

Transações Imobiliárias Sob Escrutínio

O Ministério Público ressaltou que as declarações de imposto de renda do casal, que oficializou a união em 2010, apresentavam inconsistências em relação à “intensa atividade imobiliária” registrada nos quatro anos seguintes. Foram mencionadas aquisições de uma cobertura em Laranjeiras, dois apartamentos em Copacabana e outro apartamento na Barra da Tijuca, além da continuidade dos pagamentos de salas comerciais no Condomínio Barra Prime Offices.

A cobertura em Laranjeiras, localizada na Zona Sul do Rio, teve um custo de R$ 1,7 milhão em valores da época, no ano de 2011. Segundo o MP, a família não possuía lastro financeiro suficiente para suportar a transação. O suposto operador das rachadinhas, Fabrício Queiroz, teria realizado uma série de depósitos na conta de Fernanda, auxiliando o casal no pagamento dos sinais durante a aquisição do imóvel.

Os investigadores afirmaram que o “aporte de recursos ilícitos no patrimônio familiar do líder da organização criminosa (Flávio) não se limitou às amostras identificadas, sendo incalculável o valor total de dinheiro em espécie intermediado pelo operador financeiro mediante a utilização de papel moeda para pagar despesas cotidianas dos denunciados”.

Além dos imóveis no Rio que foram objeto da investigação das “rachadinhas”, o nome de Fernanda reapareceu em 2021, quando o casal adquiriu uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões. O registro da transação indicou que metade do valor foi paga à vista, e o restante foi financiado pelo BRB. Embora as parcelas estivessem previstas para 30 anos, o valor total foi quitado em apenas três anos, em 2024.

Outras Menções em Inquéritos Recentes

Recentemente, Fernanda também foi mencionada no inquérito da “trama golpista”. A Polícia Federal indicou que ela teria sido a responsável pela criação do documento que formulava um pedido de asilo para Jair Bolsonaro na Argentina de Javier Milei. Contudo, a esposa de Flávio não foi denunciada neste caso específico.

Para mais informações sobre o cenário político brasileiro, acesse UOL Notícias.

Fonte: blogdomagno.com.br

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