Ferrovia Fiol 1 aguarda aval da ANTT para mudança de controle
O cenário logístico brasileiro vive uma expectativa importante para o setor ferroviário. O ministro dos Transportes, George Santoro, confirmou que o grupo Mota-Engil aguarda o sinal verde da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para assumir a concessão da Fiol 1. Atualmente, o projeto está sob responsabilidade da Bamin, que enfrenta dificuldades com o cronograma de execução das obras.
A transição de controle é vista como um passo essencial para destravar o investimento no trecho. Segundo o ministro, os processos internos na agência reguladora estão em estágio avançado. A expectativa oficial é que o termo aditivo seja formalizado até agosto, permitindo que o canteiro de obras ganhe novo ritmo.
Cronograma de investimentos e prazos de entrega
O projeto da Fiol 1 prevê um aporte financeiro robusto, estimado em R$ 7 bilhões. Com a nova gestão à frente, o governo projeta a retomada das atividades construtivas ainda em 2026. O cronograma estabelecido aponta a conclusão do trecho para o ano de 2033, consolidando um ativo estratégico para o escoamento de cargas no país.
A mudança na condução do projeto busca superar a inadimplência atual da concessionária anterior. A entrada de um grupo com a expertise da Mota-Engil é interpretada pelo Ministério dos Transportes como uma solução viável para garantir a continuidade e a qualidade da infraestrutura ferroviária planejada.
Novas estratégias de financiamento ferroviário
Além da situação específica da Fiol 1, o governo federal prepara um movimento mais amplo para fortalecer o setor. Durante o programa “Bom Dia, Ministro”, George Santoro antecipou que uma nova linha de crédito será lançada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável). O anúncio oficial está previsto para ocorrer no evento “Novos caminhos sobre trilhos: O Futuro das Ferrovias no Brasil”, realizado na Arena B3, em São Paulo.
A iniciativa visa oferecer condições atrativas, com prazos estendidos de pagamento, para fomentar a participação de investidores internacionais, incluindo grupos da Europa e da China. O objetivo é tornar os projetos ferroviários brasileiros mais competitivos no mercado global de infraestrutura. Mais detalhes sobre o setor podem ser acompanhados através da Agência iNFRA, que monitora os desdobramentos da política de transportes no país.
Fonte: agenciainfra.com