O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu o orçamento de R$ 134 milhões previsto para a produção de “Dark Horse”, um filme que se propõe a retratar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida no domingo (17) ao Paulo Figueiredo Show, Eduardo Bolsonaro classificou o valor como “barato” quando comparado aos padrões da indústria cinematográfica de Hollywood, minimizando as críticas sobre o alto custo da obra.
A declaração ocorre em meio a um cenário de discussões sobre o financiamento do projeto e a participação de membros da família Bolsonaro nas negociações. O filme, que já gerou controvérsia, tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026 e promete trazer uma perspectiva sobre a vida do ex-presidente.
A defesa do orçamento milionário para o filme
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro justificou o montante de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” com base no envolvimento de profissionais de renome internacional. Ele destacou a participação do diretor americano Cyrus Nowrasteh e do ator Jim Caviezel, conhecido por seu papel em “A Paixão de Cristo”, que interpretará Jair Bolsonaro no longa-metragem.
“Você não faz um filme de US$ 50 mil com o Jim Caviezel, pelo amor de Deus”, afirmou o ex-deputado, reforçando a ideia de que a qualidade e o elenco justificam o investimento. Apesar da defesa, Eduardo Bolsonaro admitiu que o projeto ainda não conseguiu captar a totalidade do valor inicialmente previsto, indicando desafios no processo de financiamento.
Controvérsias e negociações de financiamento
As declarações de Eduardo Bolsonaro ganharam destaque dias após a divulgação de informações sobre supostas negociações para o financiamento do filme. O portal Intercept Brasil revelou, na quarta-feira (13), conversas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cobrando o repasse de parcelas de investimento na produção cinematográfica.
As mensagens indicam que Vorcaro teria se comprometido a investir US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões na época, para viabilizar o filme. Essas informações adicionam uma camada de complexidade à discussão sobre a origem e a gestão dos recursos destinados à produção.
Eduardo Bolsonaro nega envolvimento direto e contratos
Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme, Eduardo Bolsonaro negou qualquer envolvimento direto. “Não há qualquer possibilidade. Não participei de nenhum encontro com ele, nem no contexto do filme”, declarou durante o programa de Paulo Figueiredo.
Em relação a documentos divulgados pelo Intercept Brasil que o apontavam como produtor-executivo do longa-metragem, Eduardo Bolsonaro afirmou que o contrato assinado era apenas “provisório e velho”. O portal também divulgou diálogos entre Eduardo e o empresário Thiago Miranda, que teria atuado como intermediário nas conversas entre o filho do ex-presidente, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e Vorcaro. As mensagens foram trocadas no final de março do ano passado, período em que Eduardo anunciou que se licenciaria do mandato para viajar aos EUA em busca de “sanções aos violadores de direitos humanos”.
Para mais detalhes sobre as negociações, consulte a reportagem original: Irmão Flávio negociou com Vorcaro financiamento do filme sobre Bolsonaro, diz site.
Fonte: jovempan.com.br