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Patrimônio de Flávio Bolsonaro salta para R$ 8,18 milhões e cresce 211% desde 2018

Patrimônio de Flávio Bolsonaro salta para R$ 8,18 milhões e cresce 211% desde 2018
Magno Martins - Edição de Camila Emerenciano

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 8,18 milhões para o registro de sua candidatura à Presidência da República. O montante representa um crescimento de 211% em relação aos bens declarados em 2018, quando o parlamentar informou possuir R$ 1,73 milhão, valor que, corrigido pela inflação, equivaleria a cerca de R$ 2,6 milhões.

Composição do patrimônio e histórico de bens

A declaração apresentada pelo candidato detalha uma estrutura de bens que inclui uma residência em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões, além de fundos de investimentos que totalizam R$ 1 milhão. O registro também aponta a posse de um veículo de R$ 133 mil, R$ 568,7 mil em conta corrente, R$ 103 mil em poupança e participações societárias em escritórios de advocacia e outros empreendimentos.

Em 2018, quando concorreu ao Senado pelo Rio de Janeiro, o patrimônio de Flávio Bolsonaro era composto majoritariamente por aplicações financeiras, um veículo Volvo XC 2014 e imóveis na Barra da Tijuca. Entre os bens listados anteriormente constava uma franquia de chocolates, que foi alvo de investigações do Ministério Público por suspeitas de lavagem de dinheiro, processo encerrado sem julgamento de mérito após a anulação de provas e a prescrição do caso.

Decisão do TSE garante filiação ao PL

Paralelamente à oficialização dos bens, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL. A decisão atendeu a um pedido de urgência da defesa, que contestou a migração indevida do senador para o Partido Missão, legenda que já possuía candidato próprio ao cargo presidencial.

O magistrado considerou inverossímil que o parlamentar tivesse optado voluntariamente pela mudança de sigla e ordenou a exclusão de qualquer vínculo com o Partido Missão. Com a medida, o sistema Candex foi liberado para o registro da candidatura e do plano de governo, intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, permitindo a continuidade da campanha conforme o vínculo partidário original estabelecido em 30 de novembro de 2021.

Investigação sobre alteração de registros

Além de garantir a elegibilidade do candidato, a decisão judicial determinou a preservação dos logs do sistema Filia. O ministro Nunes Marques solicitou o envio de um ofício à Polícia Federal para a instauração de um inquérito destinado a apurar as circunstâncias e a autoria da alteração indevida no registro partidário do senador. A Procuradoria-Geral Eleitoral também foi comunicada para acompanhar os desdobramentos do caso, conforme reportado pela CNN.

Fonte: blogdomagno.com.br

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