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Geada na lavoura de milho acende alerta para produtores no Paraná

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

A recente onda de frio intenso que atingiu a região Sul trouxe apreensão para o setor agrícola, especialmente entre os produtores de milho segunda safra no Paraná. O fenômeno climático, caracterizado por geadas de fraca intensidade, colocou agricultores em estado de alerta, dado o estágio de desenvolvimento das lavouras e o investimento realizado nesta etapa do ciclo produtivo.

Impactos climáticos e incertezas na produção de milho

O produtor rural Alcione Dalcanton, que mantém áreas de cultivo em Quedas do Iguaçu, relata preocupação com os efeitos das baixas temperaturas registradas no início da semana. Embora a geada tenha sido classificada como fraca, o impacto no desenvolvimento das plantas ainda é uma incógnita, exigindo monitoramento constante pelos próximos dias para uma avaliação precisa de eventuais perdas.

O milho encontra-se atualmente em uma fase crítica, com espigas que já superaram o ponto de milho verde, mas que ainda apresentam grãos em estágio leitoso. A expectativa dos produtores é aguardar cerca de uma semana para verificar como a cultura reagirá ao estresse térmico, comparando os resultados atuais com a produtividade histórica da região, que costuma ser uma das mais elevadas do estado.

Desafios econômicos e gestão da safra

Além da instabilidade climática, o cenário econômico impõe desafios adicionais à atividade rural. A disparidade entre o aumento dos custos de produção, incluindo valores de arrendamento, e a queda nos preços de venda do produto final tem pressionado a rentabilidade do agricultor. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) indicam que, apesar de uma leve oscilação positiva mensal, o valor da saca de 60 quilos acumula queda significativa em relação ao mesmo período do ano anterior.

Monitoramento técnico e estratégias de mitigação

Especialistas recomendam cautela e foco na gestão técnica das propriedades. O agrônomo Geferson Lourenço, da 3 Agro Consultoria, reforça a importância da escolha de híbridos com maior tolerância a baixas temperaturas e boa qualidade de grãos como estratégia de longo prazo. A combinação de baixa umidade e temperaturas reduzidas, prevista pelo Simepar, mantém o monitoramento ativo em diversas regiões paranaenses.

Enquanto o frio persiste, o setor aguarda as próximas atualizações meteorológicas para determinar a extensão dos danos. A resiliência dos produtores diante das adversidades climáticas, somada a um planejamento rigoroso, permanece como o principal pilar para enfrentar os riscos inerentes à produção de grãos em um cenário de mudanças constantes.

Fonte: globorural.globo.com

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