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Herdeiro da Essilorluxottica tenta consolidar controle sobre a holding Delfin

ARQUIVO. Leonardo Maria del Vecchio participa na gala de beneficência do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, 6 de maio de 2024 Evan Agostini/Invision/A
Reprodução Euronews

Um dos herdeiros da fortuna por trás da EssilorLuxottica, Leonardo Maria Del Vecchio, fez um apelo público à holding familiar, Delfin, solicitando apoio para seu plano bilionário de adquirir as participações de dois irmãos. Este movimento ocorre dias antes de uma votação crucial de acionistas que pode redefinir o equilíbrio de poder dentro de uma das mais significativas dinastias empresariais da Europa.

A disputa sucessória, que até então era privada, tornou-se pública com a divulgação da carta de Del Vecchio. Ele busca reforçar seu controle sobre a Delfin, o veículo de investimento sediado em Luxemburgo que é o coração do império familiar, detentor de participações influentes em diversas instituições financeiras italianas e no gigante dos óculos EssilorLuxottica.

A Proposta de Aquisição e o Cenário Familiar na Delfin

Leonardo Maria Del Vecchio, de 31 anos, filho do falecido fundador da EssilorLuxottica, Leonardo Del Vecchio, pretende adquirir a participação conjunta de 25% de seus irmãos, Luca e Paola, na Delfin. Esta aquisição elevaria sua posição para 37,5%, consolidando-o como o maior acionista da holding.

Tal movimento tem o potencial de alterar significativamente a dinâmica de influência familiar sobre a gestão dos ativos da dinastia para a próxima geração. A Delfin, com um valor líquido de ativos superior a 40 bilhões de euros, é uma entidade central no cenário financeiro europeu.

O Financiamento Bilionário e as Exigências Bancárias

O plano de Del Vecchio envolve um financiamento substancial de aproximadamente 10 bilhões de euros, com a participação de grandes instituições financeiras como UniCredit, BNP Paribas e Crédit Agricole. Este montante representa um dos maiores empréstimos para aquisições já tentados por um particular na Europa.

À medida que as negociações avançavam, os bancos envolvidos exigiram garantias mais firmes em relação a dividendos futuros, estabilidade de capital e orientação de longo prazo da Delfin. Del Vecchio argumentou que essas exigências eram razoáveis, mas criticou o conselho de administração da holding por não apresentar uma posição unificada e transparente em resposta.

A Reação do Conselho e a Contraproposta em Discussão

Na carta aberta publicada por um jornal italiano, Del Vecchio acusou o conselho de administração da Delfin de mudar sua posição sobre o negócio sem justificativa clara. Segundo ele, as dúvidas surgiram após a aprovação de partes essenciais da operação e sua descrição pública como uma medida estabilizadora.

Fontes indicam que o presidente da Delfin, Francesco Milleri, estaria considerando uma contraproposta. Esta alternativa envolveria a própria holding recomprar as participações de Luca e Paola pela mesma avaliação e redistribuí-las entre os seis herdeiros restantes. Esta proposta poderá ser apresentada na assembleia de acionistas agendada para 30 de junho, um encontro que Del Vecchio descreveu como crucial para a “natureza e o futuro da Delfin”.

O Império EssilorLuxottica e Suas Influências no Mercado

A EssilorLuxottica, parte fundamental do império Del Vecchio, possui um vasto portfólio com mais de 150 marcas de óculos, incluindo nomes globais como Ray-Ban e Oakley, além da conhecida marca de streetwear Supreme. A influência da holding Delfin se estende para além do setor de óculos.

A empresa detém participações significativas em importantes instituições financeiras italianas, como o Banca Monte dei Paschi di Siena, a Assicurazioni Generali e o UniCredit. A presença constante da Delfin nos debates sobre a consolidação bancária no país sublinha seu papel estratégico no mercado financeiro italiano. Para mais informações sobre o cenário de negócios europeu, visite a seção de negócios da Reuters.

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