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Polícia Federal aponta Jaques Wagner como beneficiário de vantagens do Banco Master

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A Polícia Federal identificou o senador Jaques Wagner como o suposto beneficiário central de vantagens econômicas indevidas pagas por integrantes do Banco Master. A investigação, que culminou na nona fase da Operação Compliance Zero, aponta uma série de benefícios que incluiriam a aquisição de um imóvel de luxo, o uso de aeronaves privadas e o custeio de despesas pessoais em eventos internacionais.

O parlamentar, que atua como líder do governo no Senado, nega qualquer envolvimento com irregularidades financeiras atribuídas à instituição. Apesar da deflagração de mandados de busca e apreensão contra outros alvos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, indeferiu o pedido de diligências no gabinete do senador, citando a necessidade de fundamentação rigorosa para ações em sedes de outros Poderes.

Conexões e supostas contrapartidas no Congresso

O elo central entre o senador e a instituição financeira seria o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banco. Segundo documentos da investigação, o relacionamento teria se intensificado a partir de 2017, durante a gestão de Jaques Wagner na Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, período marcado pela privatização da Ebal e a criação do cartão Credcesta.

A Polícia Federal sustenta que o parlamentar teria atuado diretamente em favor do Banco Master no Congresso Nacional. As suspeitas envolvem a articulação para a aprovação de emendas legislativas relacionadas ao crédito consignado e ao limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), temas de interesse direto da instituição financeira.

Registros de benefícios e comunicações interceptadas

As provas colhidas pelos investigadores incluem mensagens de texto e registros de deslocamentos. Em um dos episódios, o senador teria compartilhado com Augusto Lima detalhes sobre a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões localizado em Salvador. Outra evidência aponta o custeio de ingressos para um show internacional em Los Angeles, no valor de R$ 63,3 mil.

Além dos bens materiais, a investigação detalha o uso frequente de aeronaves ligadas ao empresário para viagens particulares. Em outubro de 2023, um helicóptero teria sido disponibilizado para um trajeto entre Salvador e a Ilha da Paixão. Em abril de 2024, novos contatos teriam sido realizados para viabilizar deslocamentos aéreos do senador com destino ao Rio de Janeiro.

Defesa e posicionamento jurídico

A defesa de Augusto Lima classificou as ações da Polícia Federal como desnecessárias, afirmando que o empresário mantém colaboração com as autoridades. Em nota, os advogados sustentaram que as operações financeiras e a atuação do cliente sempre ocorreram dentro dos limites legais e com observância às normas do sistema financeiro.

O caso segue sob análise do STF, que mantém o sigilo sobre partes da investigação. A atuação parlamentar de Jaques Wagner, incluindo a articulação da chamada Emenda Master, permanece como um dos pontos focais da apuração conduzida pela força-tarefa da Operação Compliance Zero. Para mais detalhes sobre o andamento processual, consulte o portal G1.

Fonte: blogdomagno.com.br

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