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Julgamento do caso Henry Borel atinge marca histórica de duração no Rio de Janeiro

© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O desdobramento do julgamento do caso Henry Borel

O Segundo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro alcançou nesta segunda-feira (1º) o oitavo dia de sessões dedicadas ao julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros. O processo, que investiga a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021, consolidou-se como o mais longo realizado pela justiça fluminense nos últimos 18 anos, com expectativa de continuidade por mais tempo.

A fase atual do rito processual concentra-se na oitiva das testemunhas de defesa. Após a conclusão dos depoimentos indicados pelos advogados de Monique Medeiros, o tribunal ouvirá as testemunhas arroladas pela defesa de Jairinho. Somente após essa etapa é que os réus serão interrogados formalmente pelo juízo.

Depoimentos e revelações da babá

Um dos momentos cruciais do processo ocorreu no domingo, com o depoimento da babá Thayná Ferreira. A testemunha, que apresentou versões distintas durante o inquérito da Polícia Civil, iniciou sua fala perante a juíza Elizabeth Machado Louro realizando uma retratação formal sobre contradições anteriores.

Thayná Ferreira detalhou episódios em que Jairinho levava a criança para o quarto e fechava a porta, gerando suspeitas de agressões. Segundo o relato, a mãe da vítima, Monique Medeiros, teria sido informada sobre tais episódios em todas as ocasiões relatadas pela babá.

Coação e bastidores da defesa

Durante o depoimento, a babá descreveu um cenário de pressão ocorrido logo após o sepultamento de Henry Borel. Ela afirmou ter sido conduzida por um assessor de Jairinho, acompanhada pela empregada doméstica Leila Rosângela, a um escritório de advocacia para encontrar os réus e seus representantes legais.

Segundo o relato, o objetivo do encontro era instruir a testemunha sobre o que deveria declarar a uma jornalista e, posteriormente, às autoridades policiais. A babá sustentou ter sido coagida a omitir informações e apresentar versões falsas sobre os fatos investigados.

As acusações contra os réus

O ex-vereador Jairinho enfrenta acusações graves, incluindo homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. O caso é acompanhado de perto pela sociedade e pela imprensa, dada a complexidade das provas e a extensão das audiências.

Monique Medeiros responde por homicídio por omissão, com qualificadoras por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além da acusação de coação no curso do processo. Mais informações sobre o andamento do caso podem ser acompanhadas pelo portal da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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