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Ex-engenheiro depõe em julgamento que pode redefinir o futuro das plataformas da Meta

Ex-engenheiro depõe em julgamento que pode redefinir o futuro das plataformas da Meta
© Dado Ruvic/REUTERS/proibida reprodução

A gigante tecnológica Meta, conglomerado que detém plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, enfrenta um julgamento significativo nos Estados Unidos. A empresa é alvo de acusações por um grupo de estados norte-americanos, que alegam que suas plataformas são projetadas para viciar usuários jovens, contribuindo para problemas como ansiedade, depressão e até suicídio. Além disso, a Meta é acusada de enganar o público sobre a segurança de seus ambientes digitais.

O processo, que ocorre na Califórnia e tem duração prevista de seis semanas, ganhou um novo capítulo com o depoimento de um ex-diretor de engenharia. Sua fala, que se estendeu por dois dias, é considerada crucial e pode influenciar decisões que redefinirão a operação de plataformas amplamente utilizadas como Instagram e Facebook.

Acusações contra a Meta e o depoimento de ex-engenheiro

O cerne das acusações contra a Meta reside na alegação de que a empresa intencionalmente desenvolveu suas plataformas com características viciantes, visando especialmente o público jovem. O ex-diretor de engenharia, Arturo Bejar, que atuou na empresa entre 2009 e 2015 e posteriormente como consultor independente de 2019 a 2021, foi a primeira testemunha a depor neste julgamento.

De acordo com informações da agência Reuters, Bejar afirmou que a empresa teria ignorado pesquisas internas que apontavam para os potenciais danos que as plataformas poderiam causar a crianças e adolescentes. Os estados que lideram o processo acusam a Meta de projetar suas redes sociais para criar dependência em jovens, enganar o público sobre suas práticas e coletar dados de forma ilegal.

Impacto nas plataformas e as demandas dos estados

Os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, que encabeçam a ação judicial, buscam reformas substanciais nas plataformas Facebook e Instagram. Entre as demandas apresentadas, destacam-se a eliminação de recursos como as curtidas e a rolagem infinita, a implementação de limites de tempo de uso e a restrição de acesso para crianças menores de 13 anos.

No total, 29 estados, com governos de diferentes espectros políticos, uniram-se na alegação de que a Meta violou a lei federal ao coletar e utilizar indevidamente dados pessoais de crianças. Esta frente ampla de procuradores-gerais demonstra a seriedade das preocupações em torno da influência das redes sociais na vida dos mais jovens.

Potenciais penalidades financeiras e o cenário da indústria

As implicações financeiras deste julgamento são gigantescas. A própria Meta estimou que as penalidades poderiam atingir a marca de US$ 1,4 trilhão, um valor próximo ao seu valor de mercado. Por outro lado, os procuradores indicaram que o montante poderia ser de aproximadamente US$ 200 bilhões, o que representa cerca de três anos de lucro líquido da empresa.

Este processo contra a Meta não é um caso isolado. Nos Estados Unidos, a empresa e outras gigantes do setor, como Snapchat, ByteDance (controladora do TikTok) e Alphabet (que controla Google e YouTube), enfrentam processos semelhantes. As ações judiciais alegam que os produtos dessas companhias são prejudiciais aos usuários jovens, evidenciando uma crescente preocupação regulatória e social com a saúde digital da nova geração.

A defesa da Meta e a continuidade do processo

Em seu posicionamento mais recente, divulgado na semana passada, a Meta refutou as acusações, declarando-as como “infundadas” e classificando as exigências financeiras como “desproporcionais”. A empresa argumenta que os procuradores-gerais não apresentaram provas concretas de que alguém tenha sido enganado e que a ação tenta penalizar a companhia por desafios que são comuns a todo o setor de tecnologia. A Meta reiterou seu compromisso em continuar trabalhando para a proteção dos adolescentes em suas plataformas. O julgamento está previsto para ser concluído em seis semanas, e seu desfecho pode estabelecer precedentes importantes para o futuro das redes sociais e a regulamentação digital.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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