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Lagarde defende união de capitais para consolidar o euro como reserva global

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Reprodução Euronews

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, defendeu que a consolidação de uma união dos mercados de capitais é um passo indispensável para que o euro alcance o status de moeda de reserva global. Em um cenário de crescente incerteza geopolítica, a liderança europeia busca estratégias para reduzir a dependência externa e fortalecer a soberania financeira da União Europeia.

Desafios para a autonomia financeira europeia

O debate sobre o papel internacional do euro ganhou tração diante da postura de Donald Trump em relação ao comércio e à política externa. A União Europeia enfrenta o desafio de mitigar a dependência de infraestruturas de pagamentos norte-americanas, que atualmente dominam o mercado. Dados de 2025 do Banco Central Europeu indicam que Visa e Mastercard processam 61% dos pagamentos com cartão na zona euro.

Segundo Christine Lagarde, a transição para uma moeda de reserva internacional exige resiliência estrutural e capacidade de defesa. A instituição trabalha para concluir reformas que tornem o euro mais competitivo, reconhecendo que a supremacia do dólar enfrenta novos questionamentos em um sistema financeiro global em rápida transformação.

Aposta no euro digital e novas infraestruturas

Como resposta estratégica, a União Europeia acelera a implementação do euro digital, uma moeda pública garantida pelo Banco Central Europeu. A expectativa é que a legislação necessária seja aprovada até o final de 2026, com uma votação decisiva prevista para ocorrer no Parlamento Europeu.

Além da moeda digital, o Banco Central Europeu apresentou uma nova estratégia de pagamentos baseada em tecnologias emergentes. O projeto inclui a criação de infraestruturas de rede denominadas Pontes e Appia, focadas em tokenização e tecnologia de registo distribuído. O objetivo é ancorar o dinheiro de banco central em um ecossistema tecnológico moderno.

Competição com stablecoins e cenário global

A estratégia europeia também busca fazer frente à ascensão das stablecoins privadas, que têm ganhado espaço como meios de pagamento. Enquanto a China e a Rússia avançam com suas próprias moedas digitais públicas, os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, priorizam o uso de stablecoins indexadas ao dólar, conforme estabelecido pela lei GENIUS.

A Comissão Europeia avalia, como medida de contrapartida, incentivar a criação de stablecoins denominadas em euros. A medida visa fortalecer a presença da moeda europeia em operações internacionais, garantindo que a tecnologia de pagamentos não se torne um instrumento exclusivo de influência de outras potências econômicas. Para mais detalhes sobre o sistema financeiro, consulte o portal oficial do Banco Central Europeu.

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