O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil deve intensificar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos. A declaração ocorreu durante cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas, São Paulo. O chefe do Executivo destacou a importância de utilizar a ciência nacional para acelerar o conhecimento sobre o potencial mineral do território brasileiro.
Estratégia para a exploração de terras raras
As terras raras compreendem um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a indústria de alta tecnologia, sendo fundamentais na fabricação de smartphones, baterias, turbinas e equipamentos de defesa. Embora o Brasil detenha a segunda maior reserva mundial desses recursos, o país ainda enfrenta o desafio de avançar na etapa de processamento industrial, setor atualmente dominado pela China.
O governo federal busca um modelo de exploração que difira do histórico das commodities tradicionais, como o ouro e o minério de ferro. A intenção é garantir que o processamento e a industrialização ocorram dentro do país, agregando valor à produção e promovendo o desenvolvimento tecnológico nacional. O presidente reforçou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais, desde que a soberania sobre as riquezas minerais seja preservada.
Cooperação internacional e soberania
Ao abordar o cenário geopolítico, Lula expressou o desejo de que os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, busquem uma aproximação estratégica com o Brasil em vez de manter conflitos comerciais com a China. O governo brasileiro já havia rejeitado anteriormente uma proposta de cooperação norte-americana por considerar que os termos feriam princípios fundamentais da soberania nacional.
O presidente enfatizou que não há preferência por parceiros específicos, reiterando que investidores de diversas nações são bem-vindos. Contudo, a condição inegociável é o respeito ao controle brasileiro sobre os recursos naturais. Segundo o governo, a meta é realizar um levantamento completo do potencial geológico do país, utilizando a infraestrutura científica disponível para otimizar o processo de identificação e exploração das reservas.
Ciência, educação e o papel do Estado
Durante o evento, o presidente também comentou sobre a formação profissional no país, utilizando a medicina como exemplo de curso que, muitas vezes, é buscado com foco exclusivo no mercado privado. Lula defendeu que cabe ao Estado orientar a formação de jovens em áreas estratégicas para atender às demandas sociais, como o Sistema Único de Saúde (SUS), em vez de permitir que o mercado dite as prioridades educacionais.
Para mais informações sobre o projeto, acesse o portal oficial do CNPEM.
Fonte: blogdomagno.com.br