O deputado federal e ex-ministro Mendonça Filho (PL-PE) consolidou uma posição de destaque na disputa pela vaga ao Senado Federal por Pernambuco. Dados divulgados na quinta-feira, 3, pelo instituto Real Time Big Data, revelam que o parlamentar avançou na preferência do eleitorado, figurando agora como um dos principais nomes no pleito estadual.
A pesquisa, realizada entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro, ouviu 1.600 eleitores pernambucanos. O levantamento apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais e um índice de confiança de 95%, oferecendo um retrato atualizado do cenário político local.
Cenário eleitoral e a disputa pelo Senado
A liderança da corrida ao Senado em Pernambuco permanece com a ex-deputada Marília Arraes (PDT), que detém 29% das intenções de voto. O desempenho de Mendonça Filho, que alcançou 20%, coloca o candidato em uma disputa direta e acirrada com o senador Humberto Costa (PT), atual detentor do cargo, que registra 19% das preferências.
Abaixo dos líderes, outros nomes compõem o quadro eleitoral: Eduardo da Fonte (PP) aparece com 13%, seguido por Túlio Gadêlha (PSD), com 12%. Candidatos como Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) somam 1% cada, enquanto os demais concorrentes não pontuaram ou registraram índices irrelevantes, com 3% de brancos e nulos e 2% de indecisos.
Apoios estratégicos e o campo conservador
A candidatura de Mendonça Filho se destaca pela estratégia de atuar de forma avulsa, sem estar formalmente atrelada a chapas majoritárias ao governo estadual. O parlamentar conta, contudo, com o respaldo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), figura central na articulação da direita nacional.
Além do apoio de lideranças do PL, Mendonça mantém proximidade pessoal com a governadora Raquel Lyra (PSD). Sua entrada na disputa ocorreu em um momento decisivo, após a desistência de outros nomes do espectro conservador, como Gilson Machado (Pode) e Anderson Ferreira (PL), o que permitiu ao ex-ministro ocupar o vácuo deixado no campo da direita pernambucana.
Fonte: veja.abril.com.br