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MPF investiga denúncia de intimidação policial contra Fernando Haddad em São Paulo

MPF investiga denúncia de intimidação policial contra Fernando Haddad em São Paulo
Magno Martins - Edição de Camila Emerenciano O Ministério Público Federal (MPF

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, instaurou um procedimento para apurar denúncias de suposta perseguição e intimidação policial envolvendo o candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT). A investigação foi motivada por uma representação da coligação “Desperta São Paulo”, que questiona o uso da estrutura da Polícia Militar durante o período eleitoral.

Diligências e apuração de abuso de autoridade

O procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt determinou a realização de diligências imediatas para esclarecer os fatos. O despacho estabelece um prazo de cinco dias para que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar prestem informações detalhadas sobre o episódio, ocorrido em 11 de agosto, nas proximidades da residência do candidato.

A apuração busca verificar a possível prática de abuso de poder político e de autoridade, além de investigar se houve emprego indevido de recursos e servidores públicos. O MPF ressalta que a abertura do procedimento não implica, neste momento, a conclusão de irregularidades, tratando-se de uma etapa necessária para a coleta de provas e esclarecimento das circunstâncias.

Requisição de informações estratégicas e operacionais

Entre as medidas determinadas, o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, deve informar se houve autorização oficial para o patrulhamento ostensivo na região do Planalto Paulista na data citada. Caso a ação tenha sido autorizada, a pasta deverá apresentar as justificativas técnicas para a medida.

A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também foi notificada para fornecer o plano estratégico do batalhão responsável pela área. O MPF requisitou a identificação da viatura supostamente envolvida, a lista dos policiais presentes na operação e as ordens de serviço expedidas entre os dias 1º e 11 de agosto.

Análise de imagens e divergências nos relatos

A investigação também contempla a análise de imagens de câmeras de segurança do Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, local apontado pela coligação como cenário de um “cerco intimidatório”. Contudo, diligências preliminares realizadas pela própria Polícia Militar, conforme reportado pela CNN Brasil, indicam divergências nos relatos apresentados pelo motorista do candidato.

Registros de mais de 40 câmeras analisadas pela corporação não confirmaram, até o momento, a abordagem violenta descrita. Além disso, a PM apontou que o veículo mencionado não teria adentrado o hotel, conforme a versão inicial, o que levou o motorista a retificar o local da suposta ocorrência posteriormente.

Desdobramentos criminais e prorrogação

O caso também será encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para análise de possíveis crimes de constrangimento ilegal e ameaça, previstos no Código Penal. A coligação de Fernando Haddad vincula o episódio a críticas feitas pelo candidato à segurança pública estadual em um debate recente, sugerindo uma possível retaliação.

Devido à complexidade e à necessidade de novas provas, o prazo para a tramitação da notícia de fato foi prorrogado por 90 dias. O MPF manteve o sigilo sobre dados pessoais, mas reforçou a transparência das providências adotadas dada a relevância pública do caso.

Fonte: blogdomagno.com.br

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