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ONS planeja uso de térmicas para estabilizar fornecimento de energia no período seco

manter PLD elevado em 2027 11 de junho de 2026 Negócios e Empresas Empresas Fina
Reprodução Canalenergia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sinaliza a necessidade de acionar usinas térmicas para garantir a segurança e a estabilidade do suprimento de energia no segundo semestre do ano. A medida preventiva visa atender aos períodos de ponta de carga, que são historicamente mais desafiadores durante a estação seca, quando a capacidade de geração hidrelétrica pode ser reduzida.

A projeção do ONS reflete uma gestão estratégica da matriz energética brasileira, que busca equilibrar a predominância hídrica com fontes complementares. O planejamento antecipado é crucial para evitar desequilíbrios no sistema e assegurar que a demanda por eletricidade seja plenamente atendida em todo o território.

A Estratégia do ONS para a Segurança Energética

A decisão de prever o uso de térmicas faz parte de um conjunto de ações do ONS para manter a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Em cenários de menor afluência de água nos reservatórios das hidrelétricas, o acionamento dessas usinas torna-se fundamental para complementar a geração e evitar sobrecargas ou interrupções no fornecimento.

O operador realiza um monitoramento contínuo das condições hidrológicas e da demanda de energia, ajustando suas projeções e recomendações conforme a evolução do cenário. A flexibilidade na operação das térmicas permite uma resposta rápida às variações do sistema, garantindo que a energia chegue aos consumidores de forma ininterrupta.

Desafios do Período Seco e a Matriz Hídrica

O Brasil possui uma matriz energética majoritariamente hidrelétrica, o que a torna suscetível às condições climáticas, especialmente durante os meses de estiagem. No período seco, a redução do volume de água nos rios e, consequentemente, nos reservatórios, diminui a capacidade de geração das usinas hidrelétricas.

Nesse contexto, as usinas térmicas, que utilizam combustíveis como gás natural, carvão ou biomassa, atuam como um suporte essencial. Elas podem ser acionadas independentemente das condições hídricas, oferecendo uma fonte de energia firme e despachável para cobrir a lacuna deixada pela menor geração hidrelétrica e atender aos picos de consumo.

O Papel das Usinas Térmicas na Complementaridade

Embora as térmicas representem um custo de geração mais elevado em comparação com as hidrelétricas, seu papel é insubstituível na garantia da segurança energética. Elas funcionam como um seguro para o sistema, sendo ativadas em momentos de maior necessidade ou quando há incertezas sobre a capacidade de outras fontes.

A integração de diferentes tipos de geração – hidrelétrica, térmica, eólica e solar – é a base para um sistema elétrico robusto e resiliente. O planejamento do ONS busca otimizar essa combinação, minimizando custos e impactos ambientais, ao mesmo tempo em que prioriza a continuidade do abastecimento.

Medidas Preventivas e Gestão da Demanda

Além do acionamento das térmicas, o ONS também emite recomendações de medidas preventivas para os agentes do setor. Essas orientações visam otimizar a operação das instalações e promover uma gestão mais eficiente da demanda durante os períodos de maior estresse no sistema elétrico.

A conscientização sobre o uso racional da energia e a adoção de tecnologias mais eficientes também contribuem para aliviar a pressão sobre a rede. A colaboração entre o operador, as empresas de energia e os consumidores é fundamental para atravessar os períodos de maior demanda com segurança e sem prejuízos ao fornecimento. Para mais informações sobre a operação do sistema elétrico, visite o site do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Fonte: canalenergia.com.br

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