Operação da Polícia Federal desarticula esquema milionário no Rio
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7, uma nova fase da Operação Unha e Carne, focada em desarticular um complexo esquema de lavagem de dinheiro que utilizava postos de combustíveis como fachada. Durante a ação, realizada em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 800 mil em espécie, além de itens de luxo, incluindo veículos e relógios, e armamento.
As investigações, que contaram com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam para uma movimentação financeira atípica. Segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo sob suspeita teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. A operação busca esclarecer a origem desses valores e a estrutura organizacional por trás da rede criminosa.
Prisão de pré-candidato e envolvimento de ex-autoridade
O principal alvo da ofensiva policial é Marcelo Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e atual pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, o político foi preso em flagrante por porte de arma de uso restrito. Os agentes federais localizaram um fuzil .556 escondido no interior do veículo utilizado por ele.
Além de Canella, a investigação também alcança o delegado Marcus Amim, que ocupou o cargo de secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro. A inclusão de figuras públicas de destaque na lista de investigados reforça a complexidade do caso, que segue sob sigilo judicial para garantir o prosseguimento das diligências e a análise dos materiais confiscados pela Polícia Federal.
Contexto da investigação e próximos passos
A operação é um desdobramento de apurações que buscam mapear a lavagem de capitais em larga escala no estado. A utilização de postos de combustíveis para a circulação de valores ilícitos é uma estratégia recorrente em investigações de crimes financeiros, dada a facilidade de mistura entre receitas legítimas e recursos oriundos de atividades criminosas.
Com a prisão em flagrante e a vasta quantidade de documentos e bens apreendidos, os investigadores agora trabalham na análise pericial dos itens recolhidos. O objetivo é identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a participação de cada integrante no esquema que movimentou bilhões de reais, conforme apontado pelos relatórios de inteligência financeira.
Fonte: veja.abril.com.br