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Nova pesquisa BTG/Nexus avalia impacto de tarifaço dos EUA e cenário presidencial

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Reprodução Abril

Uma nova pesquisa BTG/Nexus está em andamento para capturar as intenções de voto para a presidência e a percepção pública sobre temas cruciais. O levantamento, que será realizado entre os dias 12 e 14 de junho, entrevistará 2.000 pessoas em todo o país e tem previsão de divulgação a partir da próxima segunda-feira, 15. O foco principal da sondagem inclui o recente tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, um tema que gerou intenso debate político.

A iniciativa da pesquisa surge em um momento de forte repercussão da medida norte-americana, que veio à tona dias após a visita do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro à Casa Branca e a classificação de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas pelos EUA. A imposição das tarifas rapidamente se tornou um ponto de discórdia, com Flávio Bolsonaro atribuindo a culpa ao governo atual, enquanto o presidente Lula criticou a família Bolsonaro e defendeu políticas econômicas internas.

Repercussão do tarifaço e embate político

O anúncio do tarifaço dos Estados Unidos gerou um imediato embate político no Brasil. A medida, que afeta produtos brasileiros, foi interpretada de diferentes maneiras por figuras políticas proeminentes, especialmente no contexto da corrida presidencial.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, rapidamente buscou vincular a imposição das taxas ao governo atual, afirmando que a tarifa seria “do Lula”. Por outro lado, o presidente Lula reagiu criticando a família Bolsonaro e reiterando a importância de programas como o Pix, sugerindo uma tentativa de desviar o foco ou contra-atacar as acusações.

A pesquisa BTG/Nexus busca entender a quem os eleitores atribuem a responsabilidade por essa medida. As opções apresentadas aos entrevistados incluem a culpa do presidente Lula devido à falta de bom relacionamento com os EUA, a culpa de Flávio Bolsonaro pela aproximação com o governo norte-americano visando punir o governo atual, ou a percepção de que a medida se deve a interesses próprios dos Estados Unidos, sem culpa de nenhum dos políticos brasileiros.

Cenários eleitorais e intenção de voto

Um dos pilares da pesquisa é a avaliação das intenções de voto para a presidência. O levantamento apresenta um cenário com diversos pré-candidatos, buscando mapear o apoio popular e as preferências dos eleitores.

Entre os nomes incluídos na sondagem estão Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC), Ronaldo Caiado (PSD), Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (PMN). A pesquisa também explora disputas diretas entre os principais nomes, como Lula, Flávio, Caiado, Zema e Renan Santos, pedindo aos entrevistados que classifiquem cada um em termos de intenção de voto.

Para um possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os eleitores deverão indicar se sua escolha seria por acreditar que o candidato é o melhor ou apenas para evitar a vitória do concorrente. Este detalhe visa aprofundar a compreensão sobre o voto estratégico e a polarização política no país.

Avaliação governamental e temas atuais

Além das intenções de voto, a pesquisa BTG/Nexus dedica uma seção à avaliação do governo Lula e à percepção sobre temas de grande repercussão nacional. Os entrevistados são solicitados a classificar a atuação do presidente em categorias como “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” e “péssimo”.

A sondagem também aborda os dois principais problemas do Brasil na visão dos eleitores e compara a situação econômica atual e futura com a do governo anterior. Um dos temas mais sensíveis é a classificação do PCC e CV como grupos terroristas pelos EUA. Os participantes devem indicar seu nível de conhecimento sobre o assunto e opinar sobre as consequências dessa medida para a segurança nacional do Brasil, escolhendo entre opções que sugerem ameaça à soberania, melhora da segurança ou nenhuma interferência significativa. Para mais informações sobre as tarifas, consulte a fonte: Estados Unidos propõem nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Percepção sobre dívidas e abstenção eleitoral

A pesquisa também investiga a situação financeira dos brasileiros e o engajamento eleitoral. Os entrevistados são questionados sobre a existência de dívidas em aberto ou compromissos financeiros e se conhecem ou pretendem utilizar o programa Desenrola 2.0 do governo federal, que visa auxiliar na renegociação de débitos.

No que tange à participação eleitoral, a sondagem busca dados sobre a presença dos participantes nas eleições de 2022 e 2018, bem como a intenção de votar no pleito deste ano. Além disso, os eleitores devem revelar em quem votaram no segundo turno de 2022 e classificar-se como “antilula” ou “antibolsonaro”, fornecendo um panorama sobre a polarização ideológica.

Perfil dos entrevistados

Para complementar os dados políticos e econômicos, a pesquisa inclui perguntas sobre o perfil socioeconômico dos participantes. São coletadas informações sobre a renda mensal, se já receberam ou conhecem alguém que recebe o programa Bolsa Família, além de dados sobre religião, cor e raça. Essa segmentação permite uma análise mais aprofundada das tendências e opiniões dos diferentes grupos demográficos no Brasil.

Fonte: veja.abril.com.br

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