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Pesquisa eleitoral Datafolha mostra Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico para 2026

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Uma nova pesquisa eleitoral Datafolha, divulgada neste sábado (16) pelo jornal “Folha de S.Paulo”, aponta um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026. Os números revelam uma corrida acirrada já no primeiro turno, com implicações significativas para as estratégias políticas dos principais grupos.

A sondagem, que precede a repercussão completa de recentes controvérsias envolvendo o senador, oferece um panorama inicial da intenção de voto, destacando a polarização e a proximidade entre os potenciais candidatos. Este levantamento é crucial para entender as dinâmicas eleitorais que se desenham para o próximo pleito.

Cenário do Primeiro Turno e o Impacto das Notícias Recentes

No primeiro turno da pesquisa eleitoral, o presidente Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%. Essa diferença, de apenas três pontos percentuais, coloca ambos os políticos em uma situação de empate técnico, considerando a margem de erro do levantamento.

É importante notar que a maior parte das entrevistas foi realizada antes da divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O site “Intercept Brasil” revelou que o senador teria solicitado recursos ao empresário para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Na pesquisa anterior, de abril, Lula detinha 39% e Flávio 35%, indicando uma estabilidade nos percentuais do senador, mesmo com a eclosão da controvérsia.

Disputa no Segundo Turno e Outros Nomes em Destaque

O cenário de equilíbrio se estende para o segundo turno, onde Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 45% das intenções de voto cada. Este resultado sublinha a intensidade da disputa e a ausência de um favorito claro em uma eventual confrontação direta.

Além dos dois principais nomes, a pesquisa também testou outros pré-candidatos. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 3% das intenções de voto, enquanto Renan Santos (Missão) aparece com 2%. Em um cenário alternativo que inclui Ciro Gomes (MDB), os percentuais se ajustam para Lula com 37%, Flávio Bolsonaro com 34%, Ciro Gomes com 5%, Zema com 4%, e Caiado e Ciro com 2% cada.

Menções Espontâneas e o Índice de Rejeição

Nas menções espontâneas, quando os entrevistados não recebem uma lista de nomes, Lula lidera com 27% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro é mencionado por 18%, seguido por Jair Bolsonaro, que, mesmo inelegível, ainda é lembrado por 3% dos eleitores, e Caiado, com 1%. Um percentual significativo de 39% dos entrevistados afirma não saber em quem votar neste cenário.

No quesito rejeição, o presidente Lula apresenta o maior índice, com 47% dos entrevistados declarando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro segue com 43% de rejeição. Outros nomes com índices relevantes incluem Ciro Gomes (MDB) com 20%, Romeu Zema (Novo) com 15%, Cabo Daciolo com 14%, Ronaldo Caiado (PSD) com 13%, e Rui Costa Pimenta (PCO) com 12%.

Movimentações Políticas e Alianças para a Eleição de 2026

A corrida presidencial de 2026 já movimenta o cenário político com a consolidação de candidaturas e a busca por alianças. O presidente Lula (PT) é pré-candidato à reeleição, com uma estratégia focada em programas sociais, crescimento econômico e comparação com gestões anteriores. No campo da direita, Flávio Bolsonaro (PL) emerge como um dos principais nomes do bolsonarismo, buscando o Palácio do Planalto, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também disputam espaço.

Em um evento recente em Sorocaba, que marcou o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, a ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou atenção. A assessoria de Tarcísio justificou a ausência por sintomas de gripe. O evento contou com a presença de Flávio Bolsonaro, sendo o primeiro encontro público entre os dois após a divulgação dos contatos do senador com o ex-dono do Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP), também envolvido em suspeitas no escândalo do Master, não esteve presente. Nos bastidores, aliados expressam desconforto com a proximidade de Flávio Bolsonaro com o banqueiro e o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, pegando muitos de surpresa, incluindo Tarcísio de Freitas, conforme informações do portal g1.

Outra movimentação relevante é a filiação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa ao partido Democracia Cristã (DC). A legenda pretende lançá-lo como candidato à Presidência da República, vendo nele uma figura capaz de mediar a crise institucional entre os poderes. Barbosa, que se aposentou do STF em 2014, já havia sido cotado para a disputa presidencial em 2018, mas desistiu na ocasião, e agora retorna ao cenário político como um potencial concorrente.

Fonte: blogdomagno.com.br

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