Um novo levantamento da Nexus/BTG, divulgado recentemente, indica um cenário de empate técnico em uma simulação de segundo turno para a disputa presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem com intenções de voto muito próximas, refletindo a polarização do eleitorado em um confronto direto.
Os resultados da pesquisa mostram que a corrida eleitoral para o Palácio do Planalto permanece acirrada, com margens que se enquadram no limite de erro do estudo. A estabilidade dos índices de ambos os políticos em comparação com rodadas anteriores do mesmo instituto sugere uma consolidação das bases de apoio de cada um.
Cenário presidencial: Lula e Flávio Bolsonaro em disputa acirrada
Na simulação de um eventual segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 47% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, alcança 44%. Essa diferença de três pontos percentuais coloca os dois candidatos em uma situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa.
Os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não escolheriam nenhum dos nomes somam 8% do total. Adicionalmente, 1% dos entrevistados não soube ou não respondeu à pergunta. Os índices de ambos os políticos mantiveram-se estáveis em relação ao levantamento anterior, realizado em 29 de junho, com Lula e Flávio Bolsonaro repetindo suas respectivas porcentagens.
Outras simulações para o Palácio do Planalto
A pesquisa Nexus/BTG também explorou outros cenários de segundo turno, confrontando o atual presidente com diferentes figuras políticas. Em uma disputa direta com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula obteria a vitória, com 47% das intenções de voto contra 40% de Zema.
Nesse cenário, 11% dos entrevistados indicaram voto em branco, nulo ou em nenhuma das opções, enquanto 2% não souberam ou não responderam. Outra simulação testou um confronto com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Nesta configuração, Lula também demonstra vantagem, com 47% das intenções de voto frente a 38% de Caiado. Aqui, brancos, nulos e nenhum somam 13%, e 2% não souberam ou não responderam.
Em uma última hipótese apresentada, Lula alcança 49% das intenções de voto contra 35% do coordenador do MBL, Renan Santos (Missão). Este cenário também projetaria uma vitória do petista. Os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes representam 14% nesta configuração, e 2% não souberam ou não responderam.
Metodologia da pesquisa e dados técnicos
O levantamento da Nexus/BTG foi realizado entre os dias 10 e 12 de julho, com a participação de 2.003 eleitores. As entrevistas foram conduzidas por telefone, garantindo uma abrangência significativa da amostra. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07981/2026, assegurando sua conformidade com as normas eleitorais vigentes. Para mais informações sobre a metodologia e dados completos, consulte o registro oficial no site do TSE.
Bastidores políticos em Pernambuco: a chapa de Raquel Lyra
Nos bastidores da política pernambucana, a composição da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) tem gerado discussões, especialmente em relação à vaga para o Senado. Uma nova dúvida surge sobre a permanência de Priscila Krause como candidata a vice-governadora diante das complexas negociações e pressões para acomodar interesses partidários.
Analistas e aliados avaliam que os impasses na montagem da chapa podem repercutir sobre Priscila, levando à possibilidade de seu sacrifício para equilibrar as forças políticas. Essa hipótese ganha relevância, pois Priscila abriu mão de seu próprio projeto político em 2022 para apoiar a candidatura de Raquel, assumindo desde então funções estratégicas na gestão.
Uma eventual substituição de seu nome na chapa teria custos políticos consideráveis e poderia ser interpretada como um sinal de pouca lealdade a uma aliada fundamental. Comenta-se que o ex-governador Gustavo Krause, pai de Priscila, já teria manifestado forte desagrado com tal decisão. Contudo, interlocutores lembram que Raquel Lyra possui um histórico de tomar decisões sem ceder a pressões políticas ou pessoais, mantendo sua autonomia.
Até o momento, não há qualquer definição oficial sobre mudanças na vice-governadoria. Declarações recentes da governadora, feitas em reserva, indicam que Priscila continua sendo a favorita para permanecer na chapa, embora a composição final ainda dependa do andamento das negociações políticas em curso.
Repercussão de levantamento sobre a gestão estadual
Um levantamento do Paraná Pesquisas, contratado pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, através do União Brasil, foi recebido com pouco entusiasmo pela governadora Raquel Lyra e seus aliados. A pesquisa mostrou Raquel com apenas quatro pontos percentuais de vantagem sobre João Campos (PSB), configurando um empate técnico.
A insatisfação decorre do fato de que, após uma intensa campanha de propaganda nos três meses anteriores, culminando no dia 4, quando a legislação eleitoral impõe restrições, esperava-se uma diferença muito maior, superior a dez pontos. Com o fim do período de eventos administrativos e propaganda, o cenário eleitoral é visto como reiniciado, com o jogo zerado para os próximos passos da disputa.
Fonte: blogdomagno.com.br