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Pesquisa Quaest avalia cenário eleitoral para 2026 e impacto de crises institucionais

Pesquisa Quaest avalia cenário eleitoral para 2026 e impacto de crises institucionais
Evaristo Sa/Daniel Ramalho/AFP

A nova pesquisa nacional realizada pelo instituto Quaest traz um mapeamento detalhado da corrida presidencial para 2026. O levantamento coloca em perspectiva a disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, além de testar outros nomes em cenários de primeiro e segundo turnos. O estudo busca compreender o comportamento do eleitorado diante de um cenário político marcado por intensas movimentações institucionais.

Além da intenção de voto, o questionário analisa a repercussão de temas sensíveis, como as investigações envolvendo o Banco Master e os desdobramentos recentes que envolveram ministros do Supremo Tribunal Federal. A pesquisa também investiga o nível de interesse dos brasileiros pelo processo eleitoral e o alcance da propaganda política nos meios de comunicação tradicionais.

Cenários eleitorais e a disputa pela preferência do eleitor

O levantamento da Quaest inicia a análise pela intenção de voto espontânea, permitindo identificar a consolidação das escolhas dos eleitores. Em seguida, o instituto apresenta uma lista com 13 nomes para medir o grau de conhecimento, potencial de voto e a rejeição de cada candidato, incluindo figuras como Pablo Marçal, Ronaldo Caiado e Zema.

A pesquisa contempla ainda um segundo cenário de primeiro turno, excluindo o nome de Pablo Marçal, para observar a migração de votos. Para o segundo turno, foram desenhados cinco cenários distintos, sempre contrapondo o presidente Lula a um adversário diferente, o que permite avaliar a resiliência do voto petista frente a diversos perfis de oposição.

Impacto do caso Banco Master e crises no STF

Um bloco central da pesquisa dedica-se a medir o impacto do escândalo envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O instituto questiona se o eleitor possui conhecimento sobre o caso e qual instituição ou grupo político ele considera ter sido mais prejudicado pela imagem negativa gerada por essas investigações.

A crise institucional envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça também é objeto de análise. O questionário avalia se esses episódios influenciam a decisão de voto do eleitor, verificando se o conflito atua como um reforço para a escolha atual ou se impulsiona o eleitor a considerar uma mudança de preferência nas urnas.

Propostas de reforma e percepção sobre o Judiciário

O estudo explora a opinião pública sobre possíveis alterações estruturais no Supremo Tribunal Federal. Entre as pautas testadas, destacam-se a implementação de mandatos com prazo fixo para ministros, a proibição de decisões monocráticas e a criação de uma quarentena para evitar que ocupantes de cargos políticos sejam indicados diretamente para a Corte.

Essas perguntas visam captar o sentimento do eleitor sobre a necessidade de maior controle e transparência no Judiciário. A pesquisa também investiga o grau de confiança da população nas principais instituições brasileiras, incluindo a Presidência da República e o Congresso Nacional.

Metodologia e cronograma de divulgação

A coleta de dados será realizada entre os dias 10 e 13 de setembro de 2026, contando com 2.004 entrevistas em todo o território nacional. A divulgação dos resultados está programada para o dia 14 de setembro, conforme informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.

O levantamento possui um nível de confiança de 95%, com uma margem de erro de aproximadamente 2 pontos percentuais. A pesquisa foi contratada pela Globo e está registrada sob o número BR-03607/2026 no sistema do TSE.

Fonte: veja.abril.com.br

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