O instituto Quaest registrou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma nova pesquisa de intenção de voto que introduz, pela primeira vez em seu histórico, um cenário de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o escritor Augusto Cury (Avante). O levantamento nacional, que ouviu 2.004 eleitores, tem divulgação agendada para o dia 7 de setembro de 2026.
A iniciativa de incluir Augusto Cury no teste de disputa direta ocorre em um momento de movimentação no tabuleiro eleitoral. O candidato registrou, em sondagens recentes, uma trajetória de crescimento na corrida pelo Palácio do Planalto, alcançando 11% das intenções de voto e consolidando-se na terceira colocação, superando nomes como Renan Santos (Missão).
Metodologia e cenários da disputa presidencial
A pesquisa abrange diversos cenários para o primeiro turno, incluindo uma lista extensa de postulantes como Pablo Marçal (PRTB), Flavio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), entre outros nomes de partidos como DC, PCB, PSTU, PCO e UP. O instituto também preparou uma simulação alternativa que exclui Pablo Marçal da relação de candidatos, visando medir o impacto de sua ausência no fluxo de votos.
Além do confronto entre Lula e Augusto Cury, o questionário contempla outros quatro cenários de segundo turno. Entre as opções testadas, o instituto avalia o desempenho do atual presidente contra Flavio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Zema. A coleta de dados foi realizada entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, sob o registro BR-01720/2026.
Análise de perfil e potencial de voto
Para além da intenção de voto, a pesquisa busca mapear o nível de conhecimento e o potencial de rejeição de cada candidato. Os entrevistados são questionados sobre a possibilidade de voto em cada nome apresentado, permitindo uma análise mais profunda sobre o teto eleitoral e a viabilidade de cada postulante junto ao eleitorado brasileiro.
O levantamento também investiga o perfil desejado para o próximo mandatário do país, questionando a preferência por políticos experientes versus nomes com pouca trajetória pública. A pesquisa aborda ainda o interesse do eleitor nas eleições e a percepção sobre a polarização política entre o atual governo e a família Bolsonaro.
Contexto técnico e margem de erro
A pesquisa, conduzida pela Quaest Pesquisas, Consultoria e Projetos Ltda., foi contratada pela Editora Globo S/A e pela Globo Comunicação e Participações S/A. O estudo apresenta uma margem de erro máxima de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança estabelecido em 95%.
Fonte: veja.abril.com.br