Os mais recentes levantamentos eleitorais revelam um cenário de crescente competitividade na corrida presidencial, com os dois principais nomes da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentando uma aproximação nas intenções de voto. As pesquisas divulgadas nesta semana por diferentes institutos trazem nuances sobre a distância entre os candidatos, especialmente em um eventual segundo turno. O quadro geral aponta para uma polarização consolidada e um eleitorado com escolhas já bem definidas.
No primeiro turno, a liderança numérica do presidente se mantém em todos os estudos, com vantagens que variam em pontos percentuais sobre o senador. Os demais candidatos permanecem em patamares distantes dos dois primeiros colocados, reforçando a concentração da disputa.
Empate técnico marca segundo turno em levantamentos
A principal diferença entre os levantamentos reside na dimensão da vantagem do presidente em um confronto direto com o senador. Duas das três pesquisas nacionais que trouxeram novos números sobre a corrida ao Planalto indicam uma situação de empate técnico em um eventual segundo turno.
Em um dos estudos, o presidente aparece com intenções de voto, contra uma porcentagem menor do senador. A diferença de pontos coloca os dois em empate técnico, considerando a margem de erro. O cenário é semelhante em outro levantamento, onde o presidente registra uma porcentagem e o senador, um valor ligeiramente inferior. Também neste caso, a distância está dentro dos intervalos determinados pela margem de erro.
Um terceiro instituto, contudo, apresenta uma fotografia diferente. O presidente tem uma porcentagem, contra um valor menor do senador, configurando uma vantagem mais ampla. Embora o presidente permaneça isolado numericamente na liderança, a distância diminuiu em relação à rodada anterior, quando o instituto registrava uma diferença maior entre os dois.
Variações nos institutos: vantagem de Lula se ajusta
A comparação com as rodadas anteriores mostra movimentos distintos de acordo com cada instituto. Em um dos levantamentos, o presidente oscilou para baixo, enquanto o senador avançou. Com isso, a diferença entre os dois candidatos diminuiu em pontos percentuais.
Em outra pesquisa, o movimento também foi de aproximação. O presidente recuou numericamente, enquanto o senador avançou. A distância entre eles diminuiu em pontos. Já um terceiro instituto caminhou na direção oposta nesta rodada, com o presidente subindo e o senador recuando. A diferença, portanto, aumentou em pontos, mas os dois permaneceram tecnicamente empatados.
Liderança de Lula persiste no primeiro turno
No primeiro turno, o presidente aparece à frente em todos os levantamentos divulgados na semana. A menor distância está em um dos estudos, onde o presidente tem uma porcentagem das intenções de voto, contra um valor menor do senador. Outros candidatos aparecem com porcentagens menores.
Em outra pesquisa, o presidente registra uma porcentagem, com uma vantagem de pontos sobre o senador. Outros nomes aparecem com porcentagens menores. Este instituto ressalva que o cenário não pode ser diretamente comparado ao da rodada anterior devido a mudanças na relação de candidatos apresentados aos entrevistados.
A maior diferença entre os dois líderes aparece em um terceiro levantamento: o presidente tem uma porcentagem, contra um valor menor do senador. Outros candidatos registram porcentagens ainda menores. Apesar das diferenças de metodologia e dos percentuais registrados, os três levantamentos apresentam a mesma configuração: o presidente ocupa a primeira posição, o senador está em segundo e os demais candidatos aparecem em patamar significativamente inferior.
Bases eleitorais consolidadas para os principais candidatos
Outro ponto de convergência nas pesquisas eleitorais está no grau de definição dos eleitores do presidente e do senador. Em um dos estudos, uma alta porcentagem dos entrevistados que declaram voto no presidente afirma que a escolha já está tomada. Entre os eleitores do senador, o índice é ligeiramente maior.
Outro levantamento encontra números semelhantes. Entre os eleitores do presidente, uma porcentagem afirma que o voto é definitivo, ante um valor próximo entre os que escolhem o senador. Considerando todos os entrevistados que indicaram algum candidato, uma porcentagem diz estar decidida, enquanto outra admite a possibilidade de mudar de opinião. Os dados indicam que a disputa entre os dois líderes ocorre com bases eleitorais que, em grande parte, já declaram escolhas consolidadas.
Índices de rejeição revelam polarização entre os líderes
A polarização aparece ainda nos índices de rejeição. Em um dos levantamentos, uma porcentagem afirma que não votaria no presidente de jeito nenhum, enquanto um valor próximo diz o mesmo sobre o senador.
Em outra pesquisa, a rejeição ao senador é mais elevada: uma porcentagem afirma que não votaria nele, ante um valor menor que rejeita o presidente. Quando a pergunta é feita de maneira espontânea, o senador também aparece à frente, citado por uma porcentagem, contra um valor menor do presidente. Os números mostram que, ao mesmo tempo em que concentram a maior parcela das intenções de voto, os dois principais nomes da disputa também enfrentam resistências expressivas no eleitorado.
Flávio Bolsonaro se destaca como principal adversário no segundo turno
Os cenários envolvendo outros candidatos reforçam a posição do senador como o adversário que mais se aproxima do presidente nos levantamentos da semana. Em um dos estudos, o presidente aparece com uma porcentagem contra outros candidatos, com vantagens maiores. Entre os confrontos testados, apenas a disputa com o senador termina em empate técnico.
Em outra pesquisa, o presidente também abre vantagens maiores diante dos demais adversários, registrando porcentagens superiores contra outros nomes. A fotografia produzida pelas pesquisas desta semana, portanto, mantém o presidente na liderança da corrida presidencial e o senador como seu adversário mais próximo. A dimensão dessa vantagem ainda varia de forma relevante entre os institutos: enquanto dois deles mostram um confronto direto dentro da margem de erro, um terceiro ainda registra uma distância maior entre os dois.
Detalhamento da metodologia das pesquisas eleitorais
Os levantamentos foram realizados com metodologias distintas. Uma das pesquisas entrevistou eleitores em um período específico. A margem de erro é de pontos percentuais, com nível de confiança. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob um protocolo.
Outro instituto ouviu eleitores por telefone, em um período específico. A pesquisa tem margem de erro de pontos percentuais e intervalo de confiança, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob um número. Um terceiro instituto entrevistou pessoas em um período específico, presencialmente, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de pontos percentuais, com nível de confiança.
Fonte: veja.abril.com.br