A Petrobras intensificou suas movimentações para integrar o mercado de minerais críticos, um segmento fundamental para a transição energética global. A presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmou nesta sexta-feira (7) que a companhia tem avançado em parcerias estratégicas e pesquisas internas para fundamentar uma possível entrada definitiva no setor.
Pesquisa e desenvolvimento como base para novos negócios
O processo de análise está sendo conduzido em colaboração com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Segundo a presidente da petroleira, o trabalho de prospecção ocorre dentro do Cenpes (Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação), unidade técnica da própria estatal voltada para a inovação tecnológica.
As atividades atuais envolvem análises de mercado e o estudo de técnicas avançadas de processamento mineral. Essas medidas são consideradas etapas essenciais para que a empresa possa avaliar com segurança a viabilidade de operar em um novo segmento, alinhando-se às tendências de sustentabilidade do mercado internacional.
Governança e critérios de viabilidade econômica
Apesar do otimismo com as pesquisas, a diretoria da Petrobras mantém uma postura cautelosa quanto a compromissos financeiros imediatos. O diretor financeiro, Fernando Melgarejo, reforçou que a estatal monitora oportunidades que possam gerar valor aos acionistas, mas que, no momento, não há contratos de investimento firmados para o setor.
Qualquer decisão de aporte em minerais críticos deverá seguir rigorosamente os protocolos internos da companhia. De acordo com Melgarejo, o processo exige:
- Aprovação integral pela governança corporativa.
- Comprovação de viabilidade econômica do projeto.
- Alinhamento estratégico com as ambições de longo prazo da empresa.
Contexto de transição energética
A busca por minerais críticos tem se tornado uma tendência entre grandes petroleiras ao redor do mundo. O movimento visa diversificar o portfólio e garantir participação em cadeias produtivas essenciais para tecnologias de baixo carbono, como baterias de veículos elétricos e componentes de energia renovável.
Para mais informações sobre o setor de infraestrutura e energia, consulte a Agência iNFRA, que acompanha os desdobramentos das políticas públicas e investimentos no Brasil.
Fonte: agenciainfra.com