A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1°) uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV). O movimento ocorre logo após a estatal realizar ajustes no valor do diesel, buscando manter a estabilidade dos preços ao consumidor final. A decisão reflete a recente tendência de queda nas cotações internacionais do petróleo, influenciada por acordos geopolíticos globais.
Dinâmica do mercado e redução no QAV
O corte no QAV marca a segunda redução consecutiva aplicada pela companhia, revertendo parcialmente a alta de 54% registrada em maio. Com o ajuste, o valor do litro sofre uma queda nominal de R$ 0,81, posicionando o preço entre R$ 4,67 e R$ 4,93, conforme o local de venda. Diferente de outros derivados, o QAV possui uma periodicidade de reajuste mensal, seguindo uma fórmula técnica específica.
Essa fórmula considera o Preço de Paridade de Importação (PPI) do Golfo do México, além de oscilações cambiais, custos de frete marítimo e o Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). A estabilização desses fatores, após um período de alta volatilidade provocada por conflitos no Oriente Médio, permitiu a revisão dos valores para o mês de julho.
Postura estratégica sobre a gasolina
Quanto à gasolina, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçou que a estatal monitora as variações internacionais sem repassar flutuações momentâneas ao mercado interno. A empresa busca evitar a chamada “internacionalização da ansiedade”, priorizando a previsibilidade em vez de reajustes diários. A companhia avalia o cenário atual com cautela, observando também as sinalizações do governo federal sobre a manutenção ou retirada de subsídios.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o governo analisa a possibilidade de encerrar a subvenção para a gasolina, aguardando sinais mais claros de estabilização nos preços globais. A Petrobras, por sua vez, mantém o foco na preservação de sua participação de mercado, evitando estratégias de preços que possam gerar efeitos indesejados na competitividade da estatal, conforme relatado pela Agência iNFRA.
Gestão de preços e participação de mercado
A liderança da Petrobras tem enfatizado que a frequência de reajustes, como os observados em períodos anteriores, pode resultar em perda de fatia de mercado. A estratégia atual busca equilibrar as pressões de acionistas e do governo com a necessidade de manter a sustentabilidade financeira da empresa. A companhia segue acompanhando as tendências internacionais, mas sem antecipar decisões sobre novos cortes antes que as condições de mercado se consolidem.
Fonte: agenciainfra.com