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Ato de Nikolas Ferreira no Amapá reúne quase 6 mil pessoas segundo medição da USP

Ato de Nikolas Ferreira no Amapá reúne quase 6 mil pessoas segundo medição da USP
Rhuan Pablo/Divulgação

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) mobilizou um ato político na Curva do Araxá, em Macapá, no último domingo, 13. O evento teve como objetivo central pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que paute pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Metodologia da USP para contagem de público

A estimativa oficial aponta a presença de 5.800 pessoas no local durante o horário de pico, às 16h30. O levantamento foi realizado pelo Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP em parceria com a More in Common, utilizando softwares de inteligência artificial para análise de imagens aéreas.

O processo de contagem envolveu a captura de registros fotográficos em sete horários distintos. Foram selecionadas 16 imagens que cobriram toda a extensão do ato, evitando sobreposições, o que permitiu ao sistema identificar e marcar automaticamente as cabeças dos participantes, garantindo precisão mesmo em áreas de maior densidade.

Contexto político no reduto de Alcolumbre

A escolha do local para a manifestação não foi aleatória. O estado do Amapá é o reduto político de Davi Alcolumbre, que atualmente enfrenta desafios internos para manter a hegemonia de seu grupo na região. A mobilização foi anunciada por Nikolas Ferreira durante a manifestação do 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, quando o parlamentar declarou que levaria a pressão diretamente ao território do senador.

Considerando que o Amapá possui um dos menores colégios eleitorais do país, com 577.534 eleitores aptos para o pleito de 2026, a adesão ao ato é vista como um sinal de força política. A margem de erro da medição é de 12%, indicando um intervalo de público entre 5.000 e 6.400 participantes.

Pressão sobre o Senado e o STF

O cenário nacional reflete uma tensão crescente entre a direita bolsonarista e o STF. A estratégia do grupo é intensificar a pressão sobre o presidente do Senado, que detém a prerrogativa de definir as pautas de votação na Casa. Até o momento, Davi Alcolumbre não sinalizou a abertura de qualquer agenda para discutir os pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

Fonte: veja.abril.com.br

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