PUBLICIDADE

Ciro Gomes declina convite do PSDB e foca candidatura ao governo do Ceará

Edição de
Edição de

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, oficializou sua decisão de não disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. Após avaliar um convite formal da cúpula do PSDB, liderada por Aécio Neves, o político optou por concentrar seus esforços na corrida pelo governo estadual cearense, com anúncio oficial previsto para o dia 16 de maio.

A declaração ocorreu durante o Fórum Otimista Brasil 2026, realizado pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Embora tenha admitido ter recebido o convite da legenda com surpresa e entusiasmo, Ciro Gomes ressaltou que, diante da atual polarização política nacional, sua prioridade estratégica deslocou-se para o cenário regional.

Trajetória eleitoral e a decisão pelo Ceará

Com um histórico de quatro participações em pleitos presidenciais, o ex-governador busca agora um novo caminho político. Em 2022, quando concorreu pelo PDT, o político enfrentou seu desempenho eleitoral mais desafiador, alcançando a quarta colocação com cerca de 3% dos votos válidos. O retorno ao PSDB trouxe a expectativa de uma candidatura nacional, mas o foco agora é a gestão do Ceará.

Durante o evento na FAAP, o político reforçou que, apesar de seu compromisso com o país, a decisão de priorizar o estado foi amadurecida ao longo das últimas semanas. A movimentação marca uma mudança significativa na estratégia do partido para o próximo ciclo eleitoral, deixando em aberto a composição das chapas presidenciais da sigla.

Debate sobre segurança pública e articulação política

O evento também serviu como palco para discussões sobre a segurança pública no país. Ciro Gomes aproveitou o encontro para dialogar com o deputado federal Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado. Ambos convergiram em críticas à condução das políticas de segurança pelo governo federal, com o ex-governador apontando um suposto desequilíbrio entre gastos com propaganda e investimentos efetivos na área.

O debate sobre o futuro do Senado em São Paulo também esteve presente, com Derrite defendendo a consolidação de candidaturas da direita para evitar a perda de cadeiras para a esquerda. A articulação envolve nomes como Ricardo Salles e André do Prado, sob a influência direta do governador Tarcísio de Freitas, evidenciando a complexidade das alianças para o próximo pleito.

Contexto legislativo e a atuação do Congresso

Enquanto as candidaturas se desenham, o cenário em Brasília permanece agitado. O governo federal busca reconstruir pontes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após derrotas recentes em pautas sensíveis. A expectativa é de que o foco se volte agora para votações estratégicas, como o fim da escala 6×1 e a regulamentação das terras raras.

Paralelamente, a oposição articula a chamada “PEC da Anistia” como resposta a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), especificamente a suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes. O desenrolar dessas pautas no Congresso deve ditar o ritmo da política nacional nos próximos meses, conforme aponta a cobertura do g1.

Fonte: blogdomagno.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE