O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro oficializou nesta terça-feira (5) a pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), ao Senado pelo estado de São Paulo. A confirmação ocorreu por meio de uma publicação nas redes sociais, onde o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também anunciou que integrará a chapa como primeiro suplente do parlamentar.
A decisão marca uma mudança estratégica no grupo político, que busca consolidar uma frente unificada para o próximo pleito. Segundo Eduardo Bolsonaro, o projeto atual exige a união de diversas forças para representar pautas que ele classifica como inegociáveis. O anúncio ocorre em um momento de reestruturação das alianças do campo conservador no estado.
Alinhamento político e pautas prioritárias
Durante o anúncio, André do Prado reforçou seu compromisso com as bandeiras defendidas pelo bolsonarismo. O presidente da Alesp declarou que votará favoravelmente a pautas como a anistia geral para os condenados pelos eventos de 8 de Janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro, alinhando-se diretamente às diretrizes do seu partido.
A movimentação foi antecipada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que confirmou o fechamento da chapa governista. Além de André do Prado na corrida ao Senado, a estrutura inclui a reeleição de Tarcísio de Freitas, com Felício Ramuth (PSD) como vice e o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) compondo o grupo.
Estratégia de Tarcísio e o recuo de Eduardo
O governador Tarcísio de Freitas explicou que a vaga ao Senado era inicialmente destinada a Eduardo Bolsonaro. No entanto, o ex-deputado, que atualmente encontra-se nos Estados Unidos, optou por recuar da disputa direta para viabilizar a candidatura de André do Prado, atendendo a uma preferência do Executivo estadual por um perfil de maior articulação política.
A escolha de André do Prado é vista como uma tentativa de equilibrar a base governista. O presidente da Alesp é reconhecido por seu trânsito entre diferentes correntes ideológicas, mantendo um diálogo que abrange desde aliados até parlamentares de oposição, como membros do PT e PSOL.
Desafios e consolidação no bolsonarismo
Apesar do apoio oficial, o nome de André do Prado ainda enfrenta resistência dentro da ala mais ideológica do movimento bolsonarista, que esperava uma candidatura de Eduardo Bolsonaro. Para mitigar esse desgaste, o presidente da Alesp tem intensificado sua aproximação com lideranças do PL.
Parte dessa estratégia envolve gestos públicos de alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com essa movimentação, o grupo busca garantir que a base eleitoral do ex-presidente compreenda a escolha como uma manobra pragmática para ampliar a representatividade do campo conservador no Congresso Nacional.
Fonte: jovempan.com.br