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Prisão domiciliar de Bolsonaro: arma encontrada em blitz pode adiar decisão de Moraes

Moraes sobre um armamento em nome do ex-mandatário encontrado em uma blitz de Br
Moraes sobre um armamento em nome do ex-mandatário encontrado em uma blitz de Br

A decisão sobre a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, após um prazo de 90 dias estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta um novo desdobramento. O encerramento do período, inicialmente concedido para tratamento de saúde após sua saída do Complexo Penitenciário da Papuda no início do ano, agora depende de esclarecimentos adicionais solicitados por Moraes.

A questão central que pode postergar a definição é a descoberta de um armamento registrado em nome do ex-mandatário. A arma foi encontrada em uma blitz de rotina realizada em Brasília na última semana, gerando a necessidade de explicações por parte da defesa de Bolsonaro ao ministro do STF. Este novo elemento indica que a resolução sobre seu retorno à Papuda ou a continuidade em casa deve levar mais alguns dias.

Prazo final e a nova solicitação do STF

O prazo de 90 dias para a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que se encerra nesta quinta-feira, foi estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes para permitir que o ex-presidente recebesse tratamento médico. Bolsonaro havia sido transferido da Papuda para sua residência no começo do ano, em razão de problemas de saúde que exigiam cuidados específicos.

Contudo, a renovação ou não desse período de permanência em casa está agora diretamente atrelada à elucidação de fatos recentes. O ministro Moraes solicitou à defesa de Bolsonaro que preste esclarecimentos detalhados sobre a arma que estava em seu nome e que foi apreendida em uma operação policial. A expectativa é que essa demanda por informações adie a decisão final sobre o futuro da medida cautelar.

A defesa explica o armamento e a medicação

Em resposta ao Supremo Tribunal Federal, a equipe jurídica do ex-presidente informou que a arma em questão havia sido inutilizada. Segundo os advogados, a desativação foi realizada pela equipe de segurança de Bolsonaro, motivada pelos possíveis efeitos colaterais dos medicamentos psiquiátricos que ele faz uso.

A defesa esclareceu que a retirada do percussor, uma peça fundamental para o funcionamento da arma, foi feita sem o conhecimento direto do ex-presidente. Os advogados também fizeram um paralelo com o episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica, ocorrido no ano passado, que levou à prisão preventiva de Bolsonaro, argumentando que os medicamentos foram um fator determinante naquele incidente.

O incidente da blitz e a busca por manutenção

Conforme o relato da defesa, Bolsonaro teria percebido recentemente que a pistola não estava em condições de uso. Diante disso, ele teria solicitado a um de seus seguranças que procurasse assistência técnica para o conserto do armamento. Foi durante o transporte da arma para essa finalidade que o segurança foi abordado em uma blitz policial, na última segunda-feira, resultando na apreensão.

A defesa enfatizou que a entrega do armamento ao segurança tinha como único propósito buscar auxílio na identificação da falha e na realização da manutenção necessária. Este ponto é crucial para a argumentação dos advogados, que buscam demonstrar a ausência de intenção de uso indevido da arma.

Posição da defesa sobre a posse da arma

Os advogados de Jair Bolsonaro destacaram que, apesar de sua condenação no STF, não houve qualquer determinação judicial para que ele entregasse suas armas. Eles ressaltaram que, mesmo sem tal ordem, o ex-presidente não manifesta interesse em ter a pistola de volta enquanto estiver sob custódia, seja em prisão domiciliar ou em regime fechado.

A situação envolvendo a arma e os esclarecimentos solicitados por Moraes adicionam uma camada de complexidade ao processo, que já acompanhava de perto a condição de saúde de Bolsonaro e as implicações de sua prisão domiciliar. Aguardam-se os próximos passos do ministro para a definição do caso.

Fonte: veja.abril.com.br

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