Um avião monomotor de pequeno porte colidiu contra um edifício residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4). A aeronave, que havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16, atingiu a estrutura do prédio entre o terceiro e o quarto andar, concentrando o impacto na área da escadaria e evitando danos diretos aos apartamentos.
O acidente resultou na morte do piloto e de um passageiro. Outras três pessoas que estavam a bordo sobreviveram e foram encaminhadas para atendimento médico no Hospital João XXIII. Equipes do Corpo de Bombeiros, do Samu e da Defesa Civil foram mobilizadas para o local, garantindo a retirada segura dos moradores do edifício, que não sofreram ferimentos durante a colisão.
Investigação sobre as causas do acidente aéreo
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o acionamento de investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) para apurar as circunstâncias da queda. Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) iniciaram o trabalho de coleta de dados e preservação de elementos no local do impacto.
Paralelamente, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou procedimento para investigar o caso. Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para a realização de exames periciais que auxiliarão no inquérito policial.
Situação legal e técnica da aeronave
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) identificam a aeronave como um modelo EMB-721C, fabricado em 1979. O avião, popularmente conhecido como sertanejo, possuía capacidade para cinco passageiros além do piloto e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
Segundo registros da agência reguladora, o monomotor não possuía autorização para operar como táxi aéreo. A restrição impede que a aeronave seja utilizada para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento. O proprietário da aeronave foi identificado como Flavio Loureiro Salgueiro.
Relatos de moradores e resposta das autoridades
Moradores descreveram momentos de tensão logo após o impacto. Relatos indicam que a colisão foi seguida por um forte cheiro de combustível e a dispersão de estilhaços pela estrutura do prédio. O tenente Raul, do Corpo de Bombeiros, explicou que a trajetória da aeronave, ao atingir a caixa de escada, minimizou o risco de uma tragédia maior para os residentes.
A operação de resgate e segurança contou com o empenho rápido de viaturas da corporação, que chegaram ao local por volta das 12h25. Informações preliminares apontam que o piloto havia reportado dificuldades técnicas à torre de controle do Aeroporto da Pampulha momentos antes de perder altitude e colidir com o edifício. Para mais detalhes sobre a segurança aérea, consulte o portal oficial da Anac.
Fonte: blogdomagno.com.br