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Seca no Brasil recua para 49% do território nacional em março

regiões, o Nordeste manteve a situação mais crítica, com 88% do território afeta
Reprodução Agenciainfra

Panorama da seca no Brasil durante o mês de março

O cenário climático brasileiro apresentou mudanças significativas no início de 2026. De acordo com os dados mais recentes do Monitor de Secas, a área total do território nacional afetada pelo fenômeno sofreu uma redução, passando de 54% em fevereiro para 49% em março. O levantamento, realizado pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), indica uma melhora progressiva em diversas regiões do país.

Apesar do recuo na extensão territorial impactada, o fenômeno climático ainda exige atenção em áreas específicas. O monitoramento aponta que, enquanto a situação apresentou abrandamento em 19 estados, houve uma intensificação pontual em Santa Catarina. Em contrapartida, o Distrito Federal, o Acre e o Espírito Santo permanecem sem registros de seca, mantendo uma estabilidade importante para o planejamento hídrico dessas regiões.

Distribuição regional e impactos do fenômeno

A análise regional revela disparidades marcantes na distribuição da estiagem. O Nordeste continua sendo a região mais impactada, com 88% de seu território sob alguma condição de seca, incluindo registros de seca extrema, embora tenha apresentado uma tendência de redução em comparação ao mês anterior. Por outro lado, o Centro-Oeste registrou o menor percentual de área afetada, com 30% de seu território sob monitoramento.

A região Norte apresentou as condições mais brandas do país, com menos de 1% de sua área total classificada em seca moderada. É fundamental observar que o fenômeno possui dinâmicas distintas, afetando tanto o curto prazo, com impactos diretos na agricultura e pastagens, quanto o longo prazo, comprometendo a hidrologia e a ecologia local.

Dinâmica de mudanças entre fevereiro e março

A variação mensal do Monitor de Secas demonstra a volatilidade do clima no Brasil. Enquanto 12 estados, como Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Tocantins, observaram uma diminuição nas áreas afetadas, outros estados registraram um aumento na incidência da seca. Entre os que apresentaram agravamento estão Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Em termos absolutos, a área total afetada pelo fenômeno recuou de 4,6 milhões de km² para 4,2 milhões de km². Essa ferramenta de monitoramento contínuo é essencial para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da estiagem, permitindo que gestores tomem decisões baseadas em dados precisos sobre a intensidade e os impactos ambientais e econômicos em cada unidade da federação.

Fonte: agenciainfra.com

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