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Estratégia de segurança transforma Marajó e reduz crimes violentos em até 77,8%

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Reprodução Portalofato

O Arquipélago do Marajó, no Pará, tem sido palco de uma significativa transformação na segurança pública, evidenciada por uma drástica redução nos índices de criminalidade. Levantamentos recentes da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) revelam que os investimentos governamentais na região contribuíram para uma queda de até 77,8% nos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI). Esta análise compara os registros dos primeiros quatro meses de 2026 com o mesmo período de 2018, destacando um avanço notável no combate à violência.

A região, composta por 16 municípios, tem demonstrado progresso consistente, com 11 de suas cidades registrando mais de dois anos sem ocorrências de CVLI, que englobam homicídio, latrocínio, feminicídio e lesão corporal seguida de morte. Esses resultados sublinham a eficácia das políticas e ações implementadas, que visam não apenas a repressão, mas também a prevenção e a garantia de um ambiente mais seguro para a população marajoara.

Impacto dos investimentos na segurança do Marajó

A estratégia de segurança pública no Marajó foi cuidadosamente desenhada para atender às particularidades geográficas e sociais do arquipélago. Reconhecendo que os rios são as principais vias de deslocamento e subsistência para as comunidades ribeirinhas, o governo estadual direcionou esforços para fortalecer o policiamento fluvial e a infraestrutura de segurança em toda a região. Essa abordagem integrada é fundamental para enfrentar os desafios únicos apresentados pelo vasto território.

Os investimentos, que somam mais de R$ 10 milhões nos últimos anos, abrangeram diversas frentes. Desde a modernização de delegacias da Polícia Civil e batalhões da Polícia Militar até a aquisição de equipamentos operacionais de ponta, as ações visam aprimorar a capacidade de resposta das forças de segurança. Cidades como Muaná, Salvaterra, Anajás, Breves, Curralinho, Melgaço e Santa Cruz do Arari foram diretamente beneficiadas por essas iniciativas.

Estratégia fluvial: base Antônio Lemos e combate ao tráfico

Um dos pilares da nova política de segurança é a Base Integrada Fluvial Antônio Lemos, estrategicamente localizada no município de Breves, no estreito do rio Tajapuru. Em operação há três anos, a unidade se consolidou como um ponto crucial para a fiscalização e o combate ao tráfico de drogas nos rios da região. Sua presença é vital para interceptar rotas de ilícitos e garantir a ordem nos cursos d’água.

Os resultados da base são expressivos: mais de quatro toneladas de entorpecentes já foram apreendidas desde sua implantação. Somente nos primeiros quatro meses de 2026, foram realizadas 316 fiscalizações em embarcações e mais de 9,8 mil pessoas foram abordadas durante as operações. Este trabalho contínuo demonstra o compromisso em desarticular redes criminosas que utilizam as vias fluviais para suas atividades ilegais.

Modernização e reforço das forças de segurança

Além da base fluvial, a ampliação da presença das forças de segurança em diversos municípios marajoaras foi um fator determinante para a redução da criminalidade. A implantação e modernização de delegacias e batalhões garantiram uma cobertura mais abrangente e uma resposta mais rápida às ocorrências. Essa capilaridade é essencial em uma região de grandes distâncias e acessos complexos.

O arquipélago também recebeu um reforço significativo em equipamentos operacionais. Foram entregues totens de segurança pública, armamentos modernos, coletes balísticos e uma frota de embarcações especializadas. Entre elas, destacam-se lanchas rápidas para patrulhamento fluvial, uma lancha blindada para operações de alto risco e a inovadora “Lancha Rosa”, dedicada ao atendimento de ocorrências de violência contra mulheres em comunidades ribeirinhas, reforçando o compromisso com a proteção de grupos vulneráveis.

Resultados detalhados: Marajó Oriental e Ocidental

A análise da Segup detalha a redução dos crimes violentos em ambas as divisões territoriais do Marajó. Na região do Marajó Oriental, que inclui municípios como Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure, a queda dos CVLI atingiu impressionantes 77,8% entre janeiro e abril de 2026, em comparação com o mesmo período de 2018.

Já no Marajó Ocidental, que abrange Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Portel, São Sebastião da Boa Vista e Oeiras do Pará, a redução foi de 44,4% no mesmo intervalo. Esses números refletem o sucesso das estratégias adaptadas a cada sub-região.

Diversos municípios se destacam por longos períodos sem registros de CVLI, como Santa Cruz do Arari, Chaves, Salvaterra, Muaná, Afuá, Curralinho, Portel, Cachoeira do Arari e Soure, todos com mais de dois anos sem ocorrências. Ponta de Pedras também merece menção, com um ano sem registros. O fortalecimento da presença das forças de segurança, a ampliação da estrutura operacional e o monitoramento permanente dos rios são fatores cruciais para a continuidade dessa tendência positiva, contribuindo para a redução da criminalidade, o combate ao tráfico de drogas e a prevenção de crimes ambientais na região. Saiba mais sobre os esforços de segurança no Pará.

Fonte: portalofato.com.br

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