Uma encenação dramática de colisão entre motocicletas serviu como alerta crítico para os colaboradores do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira. A atividade, que utilizou maquiagem realista e simulação de atendimento de emergência, buscou ilustrar os riscos severos dos chamados acidentes de trajeto — ocorrências registradas durante o deslocamento entre a residência e o local de trabalho. A iniciativa marcou o encerramento da Semana Interna de Prevenção de Acidente de Trabalho (Sipat) na unidade hospitalar.
transito: cenário e impactos
A realidade por trás da simulação de trânsito
O cenário fictício, que envolveu vítimas arremessadas e atendimento médico urgente, reflete uma preocupação real das autoridades. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que, entre janeiro e maio deste ano, seis pessoas perderam a vida em acidentes graves na rodovia Transamazônica. O trauma causado pela imprudência ou fatalidades no trânsito é uma das principais causas de afastamento laboral no Brasil, conforme levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Em 2024, o cenário foi alarmante para as instituições de saúde: 25% de todos os acidentes envolvendo colaboradores ocorreram justamente no percurso de ida ou volta do serviço. Para o agente Aldeni Silva de Oliveira, que participou da encenação, o exercício vai além da teoria. Ele, que já sofreu um acidente real após um animal cruzar seu caminho, reforça que a atenção constante é o único caminho para evitar que a vida seja interrompida por um sinistro evitável.
Estratégias de prevenção e direção defensiva
A parceria entre o hospital e o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) permitiu a realização de treinamentos práticos de maneabilidade. Os colaboradores puderam testar técnicas de direção defensiva, simulando obstáculos comuns, como buracos na via ou a travessia repentina de animais. O objetivo é transformar o comportamento no trânsito, incentivando o respeito aos limites de velocidade e à sinalização.
Romero Oliveira, coordenador do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), destaca que a Sipat é fundamental para mitigar riscos. Segundo ele, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) atua como um braço essencial para garantir que o ambiente de trabalho, e o trajeto até ele, sejam seguros para todos os profissionais. A ideia é que o conhecimento adquirido durante a semana seja aplicado diariamente pelos funcionários.
O papel das instituições na segurança viária
Carlos Alberto Rodrigues, representante do Demutran, enfatiza que a conscientização é uma medida de proteção institucional. “A gente não quer que um colaborador seja vítima atendida pelo próprio ambiente de trabalho”, afirma. A iniciativa reforça a importância de políticas de segurança viária dentro das empresas, especialmente em regiões onde a malha rodoviária apresenta desafios constantes para quem utiliza motocicletas como meio de transporte principal.
Para mais informações sobre ações de segurança do trabalho, consulte o portal oficial do Ministério do Trabalho e Emprego. A continuidade de programas como a Sipat é vista como um pilar para a redução de danos e a preservação da integridade física dos trabalhadores em todo o país.
Fonte: avozdoxingu.com.br