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Tensões marcam julgamento no STF sobre relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro

Tensões marcam julgamento no STF sobre relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro
Fellipe Sampaio/STF

Uma sessão marcada por debates acalorados e trocas de acusações diretas tomou conta do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). O julgamento, que analisa os vínculos do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelou divisões profundas entre os magistrados da Corte, com momentos de tensão que elevaram o tom das discussões em Brasília.

Impedimentos e a disputa pela relatoria

Logo na abertura dos trabalhos, os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli declararam-se impedidos de participar da votação. O foco inicial do embate recaiu sobre a condução do processo, especificamente a transição da relatoria do ministro André Mendonça para o presidente do STF, Edson Fachin.

O ministro Flávio Dino questionou a validade da avocatória, argumentando que o ato poderia abrir precedentes para um autoritarismo institucional. Em contrapartida, o presidente Edson Fachin esclareceu que não houve avocação forçada, afirmando que os autos foram encaminhados à presidência pelo próprio relator, versão corroborada por André Mendonça.

Conflitos sobre a Polícia Federal e o Judiciário

A discussão ganhou contornos mais críticos quando o tema do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal foi introduzido. O ministro Gilmar Mendes manifestou forte desaprovação à medida, comparando a importância do cargo à direção da Nasa e alertando para os riscos de desestabilizar uma instituição armada e hierarquizada.

Por outro lado, os ministros Luiz Fux e André Mendonça sustentaram que a Polícia Federal teria afrontado a autoridade do Supremo. Mendonça chegou a classificar a situação como uma “anomalia”, sugerindo que a corporação estaria criando uma estrutura paralela para monitorar ministros da Corte, o que gerou reações imediatas entre os presentes.

Troca de acusações e clima político

O clima atingiu seu ponto mais crítico durante o embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Mendes acusou o relator de conduzir o processo com motivações político-eleitorais, mencionando o uso de símbolos como “pixulecos” e a escolha de datas estratégicas. A resposta de Mendonça foi incisiva, exigindo respeito e proibindo que o colega apontasse o dedo em sua direção.

O ministro Alexandre de Moraes também entrou no debate, questionando abertamente “quem tem medo da Polícia Federal” e alegando que Mendonça teria pressionado a corporação em reuniões privadas para incluir um colega em delações premiadas. Mendonça negou as afirmações, classificando-as como mentirosas, enquanto Gilmar Mendes aproveitou para criticar o vazamento de informações sigilosas do processo, que, segundo Mendonça, já estão sob investigação oficial. Para acompanhar o desenrolar desta crise, acesse a cobertura completa da Radioagência Nacional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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