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Trabalho e estudo: número de brasileiros com jornada dupla atinge patamar recorde

Trabalho e estudo: número de brasileiros com jornada dupla atinge patamar recorde

O mercado de trabalho brasileiro atravessa uma transformação profunda, marcada pela busca incessante por qualificação. Em 2025, o país registrou um contingente recorde de 15,5 milhões de trabalhadores que conciliam o emprego com os estudos, um salto de 27% em comparação aos números observados em 2019. Os dados, extraídos da Pnad Contínua Educação do IBGE, evidenciam que essa parcela já representa 15,1% da força de trabalho ocupada no território nacional.

Ascensão da qualificação profissional e novas demandas

A graduação permanece como a modalidade de ensino mais procurada, concentrando 42,6% dos estudantes que também estão inseridos no mercado. Contudo, o cenário educacional tem se diversificado rapidamente. Os cursos de qualificação profissional ganharam protagonismo, alcançando 18,8% de participação, um avanço de 4,4 pontos percentuais frente ao patamar de 2019.

Essa mudança de comportamento é impulsionada pela necessidade de adaptação às novas exigências tecnológicas. Setores como tecnologia, idiomas e competências comportamentais, conhecidas como soft skills, dominam a demanda por aprendizado. O interesse por inteligência artificial, em particular, registrou um crescimento exponencial, com profissionais dedicando centenas de milhares de horas ao estudo da ferramenta em períodos mensais recordes.

Impacto da educação continuada na remuneração

A busca por conhecimento não se encerra com a obtenção do diploma universitário. Entre 2019 e 2025, o número de trabalhadores que mantiveram os estudos após a graduação subiu 66%, atingindo 4,1 milhões de pessoas. Esse movimento reflete a percepção de que a educação continuada é um diferencial competitivo indispensável para a progressão de carreira e a valorização salarial.

A correlação entre o investimento em estudos e o retorno financeiro é clara, especialmente entre profissionais mais experientes. Trabalhadores na faixa de 25 a 29 anos que estudam apresentam um rendimento 15% superior aos que apenas trabalham. Essa vantagem salarial amplia-se significativamente com a idade: entre 40 e 49 anos, a diferença chega a 28%, alcançando o patamar de 41% para profissionais com 50 anos ou mais.

Necessidade de atualização perante o mercado

O fenômeno de conciliar trabalho e estudo é sustentado pela oferta crescente de cursos flexíveis e remotos, que facilitam a rotina dos profissionais. A pressão por atualização é um movimento global, corroborado por estimativas do Fórum Econômico Mundial, que projeta a necessidade de requalificação para 67% da força de trabalho brasileira até 2030. Esse cenário impõe a necessidade de um aprendizado constante para garantir a empregabilidade e o crescimento da renda ao longo da trajetória profissional.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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