A cidade de Altamira, no sudoeste do Pará, encerrou a programação do Agosto Lilás com uma significativa caminhada pela principal rua do comércio. O evento, realizado na manhã de sexta-feira, 28 de agosto de 2026, sob o tema “Caminhada Altamira por Elas”, reuniu representantes de diversas instituições, servidores públicos e a população. A mobilização teve como objetivo a conscientização e o enfrentamento à violência contra a mulher, reforçando o compromisso local com a segurança e os direitos femininos.
Esta caminhada marcou o ponto culminante das atividades desenvolvidas ao longo do mês pelo projeto Altamira Protege Elas. A iniciativa mobilizou os órgãos da Rede de Proteção à Mulher, promovendo ações focadas em prevenção, cidadania, orientação e ampla divulgação dos serviços de acolhimento disponíveis no município. A mensagem central da campanha, “Quando a rede trabalha unida, nenhuma mulher enfrenta a violência sozinha”, buscou não apenas informar, mas também encorajar denúncias e assegurar um sistema de apoio pronto para acolher e encaminhar cada caso.
Ações do Agosto Lilás em Altamira: Prevenção e Cidadania
A programação do Agosto Lilás em Altamira foi estruturada com uma série de eventos estratégicos. As atividades tiveram início em 7 de agosto, com o encontro “Conhecer para se Proteger”, que abordou os direitos das mulheres e detalhou os serviços e canais de denúncia e acolhimento existentes na cidade.
Em 14 de agosto, a ação Rede na Praça – Dia D de Cidadania levou atendimentos gratuitos à Praça da Independência, aproximando os serviços públicos da comunidade. A culminância dessas ações foi a caminhada de 28 de agosto, que preencheu as ruas com uma mensagem de união e conscientização pelo fim da violência contra a mulher.
Para Jaqueline Cruz, coordenadora de Saúde Mental do município, a importância de mobilizações como essa é inegável. Ela enfatiza que tais eventos fortalecem a atuação conjunta da sociedade e dos serviços públicos diante do número significativo de casos de violência contra a mulher. “Esses momentos são extremamente importantes diante do número significativo de casos de violência contra a mulher. É quando nos fortalecemos enquanto comunidade e mostramos que nenhuma mulher precisa enfrentar a violência sozinha. A rede está unida e preparada para atuar contra todas as formas de violência”, afirmou Jaqueline.
Rede Integrada: Força Conjunta Contra a Violência
As ações do Agosto Lilás contaram com a participação ativa de diversas instituições que formam a Rede de Proteção à Mulher em Altamira. Entre os parceiros, destacam-se o ParáPaz, Polícia Civil, Polícia Militar, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública, Sebrae, Guarda Civil Municipal, CEJUSC, Pró-Mulher e secretarias municipais. Essa colaboração multifacetada é crucial para garantir que as mulheres encontrem acolhimento e sejam devidamente encaminhadas aos serviços necessários, cobrindo áreas como segurança, assistência social, saúde e orientação jurídica.
A professora Mônica Brito ressaltou que o encerramento da campanha de agosto não significa o fim da mobilização, mas sim um novo impulso para a continuidade da luta. Ela enfatizou que o enfrentamento à violência exige um engajamento permanente do poder público, das instituições e da própria sociedade. “Desde o início de 2026 estamos trabalhando para construir uma mobilização que resulte em um pacto municipal pela vida das mulheres, fortalecendo as políticas públicas de proteção, segurança e garantia de direitos. Para isso, precisamos de toda a rede atuando de forma integrada, com delegacia, Judiciário, Ministério Público, Defensoria, programas de atendimento e também a participação da sociedade”, destacou Mônica.
O Legado do Agosto Lilás: Mobilização Permanente Contra a Violência
A proposta do projeto Altamira Protege Elas é expandir as ações de conscientização para outras regiões do município, mesmo após o término do Agosto Lilás. A professora Mônica Brito reforçou a necessidade de manter a vigilância e o trabalho contínuo. “O mês de agosto termina, mas a nossa luta continua. O Altamira Protege Elas reuniu homens e mulheres para dizer não à violência, e agora queremos avançar com esse trabalho também nos bairros. O enfrentamento à violência precisa acontecer durante todo o ano”, completou.
Além do acolhimento às vítimas, a prevenção e o acesso à informação são elementos cruciais para o combate eficaz à violência de gênero. Ações educativas ajudam a população a identificar comportamentos abusivos, conhecer os canais de atendimento e compreender que familiares, amigos e a comunidade têm um papel ativo na ruptura dos ciclos de violência. A união de diferentes instituições em torno da pauta do Altamira Protege Elas fortalece a articulação da rede e amplia o debate sobre proteção, direitos e segurança das mulheres. O encerramento do Agosto Lilás em Altamira marca a conclusão de um mês de intensas mobilizações, mas, acima de tudo, reforça o compromisso com a continuidade desse trabalho essencial ao longo de todo o ano, aproximando a Rede de Proteção à Mulher da população. Para mais informações sobre a legislação de proteção à mulher no Brasil, consulte a Lei Maria da Penha.
Fonte: avozdoxingu.com.br