PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Armazenamento de energia: leilão brasileiro movimenta fabricantes no BNDES

taria do leilão e consideram o regulamento do Finame, que estabelece um mínimo d
Reprodução Agenciainfra

A iminência do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia no Brasil, agendado para dezembro, desencadeou uma intensa mobilização de fabricantes de baterias, tanto nacionais quanto internacionais, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Empresas da China, dos Estados Unidos e do próprio Brasil estão atentas às oportunidades geradas pela demanda do certame, buscando o credenciamento de suas soluções e o cumprimento das exigências de conteúdo local.

Essa corrida ao BNDES foi confirmada por Natasha Galotta, chefe do departamento de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas do banco. A busca visa estabelecer as rotas de conformidade e a forma de atuação dessas empresas no mercado brasileiro, um passo crucial para a participação no leilão que promete impulsionar o setor de energia no país.

A crescente demanda por armazenamento de energia e o papel do BNDES

O leilão de sistemas de armazenamento de energia representa um marco para o setor elétrico brasileiro, sinalizando um avanço na busca por maior segurança e flexibilidade na rede. A tecnologia de baterias, essencial para o armazenamento, permite integrar fontes intermitentes como solar e eólica de forma mais eficiente, além de otimizar a distribuição e reduzir picos de demanda.

Nesse cenário, o BNDES assume um papel fundamental não apenas como financiador, mas também como articulador do desenvolvimento da cadeia produtiva nacional. A procura de fabricantes pelo banco reflete a necessidade de alinhamento com as políticas de incentivo à indústria local, que visam fortalecer a soberania tecnológica e gerar empregos no país.

Regras de conteúdo local: um guia para a indústria

As diretrizes para o conteúdo local, já estabelecidas na portaria do leilão, são um ponto central para os fabricantes. Elas se baseiam no regulamento do Finame, que exige um mínimo de 15% de conteúdo nacional, abrangendo custos diretos de componentes, mão de obra envolvida na fabricação dos Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) e serviços associados.

Além do percentual mínimo, a inclusão de componentes estratégicos específicos é obrigatória, com quatro rotas distintas para sua conformidade:

  • Rota 1: Foca em componentes estratégicos e não estratégicos, além do índice de 15%, sem exigir bateria nacional.
  • Rota 2: Requer a montagem leve do “pack” da bateria em território nacional, dois componentes não estratégicos e o índice de 15%.
  • Rota 3: Exige a montagem do módulo da bateria no Brasil, somada ao cumprimento dos 15% de conteúdo local.
  • Rota 4: Preconiza a montagem da célula da bateria, uma capacidade que ainda não está disponível no Brasil.

Natasha Galotta ressaltou que essas regras foram construídas em diálogo com o setor, garantindo sua viabilidade. A prova disso é que alguns equipamentos e plantas já se encontram credenciados junto ao banco, antecipando a demanda do leilão.

Próximos passos e a regulamentação da ANEEL

Com as regras de conteúdo local já definidas, a expectativa agora se volta para a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela elaboração do edital do leilão. Será o edital que detalhará aspectos cruciais como os fluxos de comprovação, os prazos para cumprimento das exigências e as penalidades aplicáveis em caso de descumprimento.

A transparência e a clareza dessas informações serão essenciais para garantir a segurança jurídica e atrair investimentos robustos para o setor de armazenamento de energia no Brasil, consolidando o país como um polo de inovação e sustentabilidade energética.

Fonte: agenciainfra.com

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.