Ferrovias lideram plano de investimentos em logística
O setor ferroviário brasileiro desponta como o principal foco de desenvolvimento para a infraestrutura nacional nos próximos anos. Segundo dados do Plano CNT de Transporte e Logística 2026, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte, as ferrovias concentram cerca de R$ 1,1 trilhão dos R$ 2 trilhões previstos em investimentos considerados prioritários para o país.
O montante integra uma carteira robusta de 2.837 projetos desenhados para mitigar gargalos históricos, reduzir custos operacionais e promover uma integração mais eficiente entre os diferentes modais de transporte. A estratégia busca otimizar a movimentação de cargas em um território de dimensões continentais, onde a logística é um fator determinante para a competitividade econômica.
Distribuição de recursos por modais de transporte
Embora o setor ferroviário detenha a maior fatia do planejamento, o plano da CNT contempla uma visão multimodal abrangente para a modernização do país. O documento destina R$ 511,5 bilhões para a malha rodoviária, enquanto o setor de hidrovias conta com uma previsão de R$ 173,1 bilhões.
Complementam o planejamento a infraestrutura portuária, com R$ 125,1 bilhões, além de R$ 36,9 bilhões voltados a terminais e R$ 28,3 bilhões destinados ao setor aeroportuário. Essa diversificação visa garantir que o escoamento de produtos agrícolas, minerais e industriais ocorra de maneira equilibrada e sustentável.
Projetos estratégicos para a integração nacional
Entre as iniciativas que compõem o núcleo estratégico do plano, destacam-se obras de grande relevância como a Ferrovia Norte-Sul, a Estrada de Ferro Carajás e a Transnordestina. O planejamento também contempla o desenvolvimento de corredores logísticos vitais nas regiões Sudeste e Sul, fundamentais para o fluxo de mercadorias destinadas ao mercado interno e à exportação.
A expectativa da entidade é que a execução desses projetos amplie significativamente a capacidade de transporte nacional. A modernização da infraestrutura é vista como um passo essencial para equilibrar a matriz de transportes brasileira, reduzindo a dependência excessiva de modais rodoviários e aumentando a eficiência logística global.
Sinergia com o planejamento governamental
A divulgação do plano da CNT ocorre em um momento de alinhamento com as diretrizes de longo prazo do governo federal. O levantamento foi apresentado simultaneamente ao PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), que estabelece as bases para o planejamento da infraestrutura de transportes nas próximas décadas.
A convergência entre as prioridades do setor privado e as metas estatais reforça a necessidade de um esforço coordenado para viabilizar os aportes. A continuidade desses investimentos é considerada um pilar para o crescimento econômico e para a superação das barreiras logísticas que ainda limitam o potencial produtivo do Brasil.
Fonte: agenciainfra.com