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Justiça condena Cleilton Gomes a 34 anos de prisão pela morte de Sara Raabe em Altamira

Justiça condena Cleilton Gomes a 34 anos de prisão pela morte de Sara Raabe em Altamira
Joab Santos

O Tribunal do Júri proferiu a condenação de Cleilton de Oliveira Gomes a 34 anos e 6 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes relacionados ao assassinato da menina Sara Raabe Silva do Nascimento, de apenas 5 anos. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (13.ago.2026), no Fórum Criminal de Belém (PA), marcando o desfecho judicial de um caso que gerou profunda comoção em Altamira e em todo o estado do Pará.

O crime, ocorrido em setembro de 2024 na cidade de Altamira, no sudoeste paraense, chocou a comunidade local e mobilizou esforços de segurança e da sociedade civil. A sentença reconhece a responsabilidade de Cleilton por uma série de delitos graves, conforme apurado durante o processo.

O desfecho judicial de um crime que abalou Altamira

Durante o julgamento, os jurados consideraram Cleilton de Oliveira Gomes culpado por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, crime sexual, vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver. A gravidade das acusações e a multiplicidade dos crimes refletem a brutalidade dos fatos que culminaram na morte da criança.

A acusação foi conduzida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 2ª Promotoria do Tribunal do Júri. O promotor de Justiça Edson Sousa atuou na sessão, defendendo a condenação do réu e solicitando a aplicação da pena máxima diante da natureza hedionda dos crimes. Para mais informações sobre a atuação do órgão, consulte o site oficial do MPPA.

Cleilton havia confessado o assassinato da criança, mas negou a autoria de outros crimes que lhe foram atribuídos. Em sua defesa, alegou que estava sob forte efeito de drogas no momento dos acontecimentos e que não se recordava de todos os detalhes. Contudo, a acusação contestou essa versão, argumentando que as evidências e circunstâncias do caso demonstravam plena consciência dos atos praticados pelo réu.

A cronologia do desaparecimento e da descoberta

Sara Raabe Silva do Nascimento, com 5 anos de idade, desapareceu em 18 de setembro de 2024, nas proximidades do Ramal do Cupiúba, na zona rural de Altamira. O sumiço da criança desencadeou uma vasta operação de buscas, que envolveu forças de segurança e um grande número de voluntários da comunidade.

Por quatro dias, equipes de resgate e cidadãos percorreram extensas áreas de mata e outros pontos da região em uma corrida contra o tempo para localizar a menina. A mobilização em Altamira demonstrou a solidariedade e a angústia da população diante do desaparecimento.

Infelizmente, em 22 de setembro de 2024, o corpo de Sara foi encontrado em uma área de mata. Cleilton foi localizado e detido por populares, confessando posteriormente o assassinato e indicando às autoridades o local onde havia deixado o corpo da criança. A notícia da morte de Sara provocou forte comoção, com manifestações de solidariedade à família em toda a cidade.

A transferência do julgamento para Belém

Inicialmente, o julgamento de Cleilton estava previsto para ocorrer em Altamira. No entanto, a Justiça determinou o desaforamento do processo, transferindo o Tribunal do Júri para a capital paraense, Belém. Essa medida foi adotada em razão da grande repercussão do crime e da intensa comoção gerada pelo caso em Altamira.

O desaforamento teve como objetivo principal preservar as condições necessárias para a realização de um julgamento justo e garantir a imparcialidade dos jurados, evitando que a pressão popular pudesse influenciar o veredito. Após a apresentação das teses da acusação e da defesa, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Cleilton, culminando na pena de 34 anos e 6 meses de reclusão.

A decisão do Tribunal do Júri encerra uma das etapas mais aguardadas do processo judicial, trazendo uma resposta à família de Sara Raabe e à comunidade de Altamira, que acompanhou o caso com apreensão e tristeza desde o seu início. A condenação de Cleilton Gomes representa um marco na busca por justiça para a vítima e seus entes queridos.

Fonte: avozdoxingu.com.br

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