PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Trump atribui alta de energia à Ucrânia e aborda unificação irlandesa em visita

Trump atribui alta de energia à Ucrânia e aborda unificação irlandesa em visita
AP / Peter Morrison

Durante uma visita de dois dias à Irlanda, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações significativas sobre a guerra na Ucrânia e a geopolítica europeia. Em meio a compromissos de lazer e reuniões de alto nível, Trump acusou a Ucrânia de ser responsável pela escalada dos preços globais da energia, ao mesmo tempo em que defendeu publicamente a unificação da Irlanda.

As afirmações de Trump, feitas em 13 de setembro de 2026, geraram repercussão, especialmente por vincular as ações militares ucranianas a impactos econômicos globais e por abordar uma questão sensível na política irlandesa e britânica.

Críticas de Trump à estratégia energética ucraniana

Donald Trump apelou para que a Ucrânia cesse os ataques às refinarias de gasóleo na Rússia, argumentando que tais ações contribuem para a escassez global do combustível e prejudicam a economia mundial. Segundo o ex-presidente, a Ucrânia deveria focar em “outros alvos” em sua contraofensiva.

Ele afirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, “tem de deixar de destruir a produção de gasóleo na Rússia”, pois isso estaria “provocando uma escassez de gasóleo”. Trump pareceu atribuir a principal responsabilidade pela escalada dos preços da energia aos esforços de guerra da Ucrânia, embora especialistas apontem outros fatores, como a guerra no Irão e o encerramento do estreito de Ormuz, como influências significativas.

Visita à Irlanda e encontros diplomáticos

A visita de 48 horas de Trump à Irlanda teve como principal objetivo sua participação no Open da Irlanda em golfe, realizado em seu hotel de campo de golfe privado em Doonbeg, no condado de Clare. No entanto, a agenda incluiu importantes encontros diplomáticos.

Trump reuniu-se com o primeiro-ministro irlandês (taoiseach), Micheál Martin, e com a presidente irlandesa, Catherine Connolly. Durante o encontro com a presidente Connolly, conhecida por suas críticas anteriores a ele, Trump recebeu um livro de poemas de Michael Longley, um renomado poeta de Belfast, cuja obra aborda temas como amor, guerra e perdão, incluindo o soneto “Ceasefire”.

Defesa de uma Irlanda unida e tensões geopolíticas

Um dos pontos mais notáveis da visita foi a defesa explícita de Trump pela unificação da República da Irlanda e da Irlanda do Norte. Ele abordou a questão em diversas ocasiões, incluindo um discurso na residência do embaixador dos EUA em Phoenix Park, Dublin, e em conversas com jornalistas após a reunião com Micheál Martin.

Fontes governamentais irlandesas indicaram que a unificação da Irlanda é um tema recorrente para Trump em discussões diplomáticas. Os apelos do ex-presidente surgem em um momento de tensões entre os Estados Unidos e o Reino Unido, particularmente devido à guerra no Irão. Washington tem criticado aliados europeus da NATO por não se engajarem no conflito, e Trump expressou descontentamento com o antigo primeiro-ministro britânico Keir Starmer por sua inicial recusa em conceder direitos de uso de bases militares britânicas aos EUA.

Recentemente, a administração Trump também questionou a soberania britânica sobre as Malvinas (Falklands) após novas reivindicações do presidente argentino Javier Milei, com quem Trump mantém proximidade. Muitos interpretam essas ações como uma possível retaliação contra o Reino Unido, dada a relutância em defender a posição britânica sobre o território.

Para mais informações sobre o cenário geopolítico, visite Euronews.

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.