A China propôs a criação de uma “zona de código aberto de inteligência artificial” para os países do BRICS, conforme anunciado pelo presidente Xi Jinping durante uma cúpula do bloco em Nova Deli. A iniciativa visa fomentar a cooperação no desenvolvimento e aplicação de modelos de linguagem de grande escala, além de estabelecer um ecossistema robusto para a IA entre as nações emergentes.
A proposta chinesa destaca a abordagem de código aberto, onde o código base dos modelos de IA é acessível para adaptação e uso por desenvolvedores. Esta estratégia contrasta com as abordagens mais fechadas frequentemente adotadas por empresas nos Estados Unidos, posicionando a China como uma defensora da colaboração e da partilha de tecnologia no setor.
Visão chinesa para a cooperação em IA no BRICS
A “iniciativa sobre IA aberta e inclusiva” apresentada por Xi Jinping abrange diversos pilares para fortalecer a capacidade do bloco em inteligência artificial. Um dos focos principais é o apoio à colaboração no desenvolvimento e na aplicação de grandes modelos de linguagem, que são cruciais para avanços em diversas áreas tecnológicas.
Além disso, a iniciativa prevê a criação de programas especializados de pesquisa e formação em IA, destinados a capacitar profissionais e pesquisadores dos países do BRICS. O objetivo é cultivar talentos e conhecimentos que impulsionem a inovação e garantam que o bloco possa competir e colaborar efetivamente no cenário global da inteligência artificial.
BRICS e a busca por maior influência global
Fundado em 2009, o bloco BRICS, composto por economias emergentes como China, Rússia e Índia, atua como um fórum para discutir e promover maior influência em instituições globais que tradicionalmente foram dominadas por potências ocidentais. A proposta de uma zona de IA aberta reflete o desejo do bloco de fortalecer sua autonomia tecnológica e sua capacidade de inovação coletiva.
A cooperação em inteligência artificial pode ser um vetor estratégico para o BRICS, permitindo que os membros compartilhem recursos, conhecimentos e infraestrutura para acelerar o desenvolvimento tecnológico. Esta colaboração pode reduzir a dependência de tecnologias externas e promover soluções adaptadas às necessidades específicas das economias emergentes.
Governança global da inteligência artificial em debate
Em seu discurso, Xi Jinping também enfatizou a necessidade de estabelecer um “amplo quadro global de governação da IA baseado no consenso”. Esta chamada por uma estrutura de governança global reflete a crescente preocupação internacional com os riscos e desafios éticos associados ao rápido avanço da inteligência artificial.
A busca por um consenso global sobre a governança da IA é um tema recorrente em fóruns internacionais, dado o potencial transformador e, ao mesmo tempo, os desafios que a tecnologia apresenta. A proposta chinesa sugere um papel ativo do BRICS na formação dessas diretrizes, buscando um equilíbrio entre inovação e responsabilidade.
A governança da inteligência artificial deverá ser um dos tópicos de discussão em futuros encontros diplomáticos, incluindo a visita de Xi Jinping aos Estados Unidos para conversações com o Presidente Donald Trump. A colaboração internacional é vista como essencial para garantir que a tecnologia seja desenvolvida e utilizada de forma segura e benéfica para a humanidade.
Para mais informações sobre o bloco BRICS, visite o site oficial do BRICS.